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Sérgio Ricardo apresenta plano estratégico para Mato Grosso até 2050 a candidatos

O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, anunciou a entrega do Plano de Metas Mato Grosso 2050 aos concorrentes ao Governo e Senado. O documento propõe ações de longo prazo focadas em enfrentamento da pobreza, segurança alimentar e apoio a crianças neurodivergentes.

Redação Agora Pronto News(há 6 dias)
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Sérgio Ricardo apresenta plano estratégico para Mato Grosso até 2050 a candidatos

O conselheiro Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), revelou nesta segunda-feira (21) a iniciativa de entregar o "Plano de Metas Mato Grosso 2050" aos candidatos que concorrem aos cargos de Governador e Senador no estado. Este plano, fruto de um trabalho técnico e estratégico, propõe políticas públicas que devem orientar o desenvolvimento do Estado pelos próximos 25 anos.

As ações incluídas no plano abrangem a instalação de restaurantes populares em municípios mato-grossenses, o combate à pobreza e à insegurança alimentar, além da ampliação dos serviços para o diagnóstico e atendimento de crianças neurodivergentes, priorizando a inclusão e assistência social.

A entrega oficial do plano está programada para a próxima segunda-feira, 28, e será realizada em evento no TCE-MT. Para a eleição ao Governo, será apresentada uma versão detalhada ao candidato vencedor do primeiro turno ou, se houver segundo turno, aos dois concorrentes que avançarem. A coordenação do projeto está sob responsabilidade do conselheiro aposentado Valter Albano, com participação ativa de outros membros do Tribunal, garantindo uma elaboração cuidadosa e abrangente das propostas.

"Este é um plano de Estado, não simplesmente um plano de governo temporário. Enquanto os planos de governo costumam abranger quatro ou oito anos, nosso foco é construir um projeto para os próximos 25 anos", enfatizou Sérgio Ricardo, destacando o caráter estratégico da iniciativa.

O documento, em fase final de elaboração, identifica prioridades para áreas estratégicas, como a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, onde a pobreza e a miséria ainda impactam fortemente a população. A segurança alimentar também é uma preocupação central, assim como a ampliação do acesso a diagnósticos e atendimentos para crianças neurodivergentes.

De acordo com levantamentos apresentados, cerca de 885 mil habitantes – o equivalente a 22,4% da população de Mato Grosso – enfrentam insegurança alimentar. Esses dados foram obtidos por meio de um grupo de trabalho criado pelo presidente do TCE, que integrou informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Organização das Nações Unidas (ONU). No esforço para aprofundar o conhecimento sobre o tema, o Tribunal encaminhou um questionário aos 142 municípios do estado para mapear a fome localmente, resultado esse que serve de base para as propostas do plano.

A análise classificou três níveis de insegurança alimentar e identificou cerca de 1 milhão de moradias em regiões críticas distribuídas entre 40 a 50 cidades. No nível mais grave, onde algumas pessoas chegam a passar um dia ou mais sem se alimentar, vivem aproximadamente 95 mil mato-grossenses.

O relatório também destaca municípios que exigem atenção urgente, como Campinápolis – onde 53,5% da população é indígena e o índice de pobreza cresceu 317%. Outras cidades como Santa Carmen, Luciara e São José do Povo aparecem entre as áreas mais afetadas, enquanto Nova Nazaré é apontada como o município com maior índice de pobreza no estado.

Entre as soluções sugeridas está a implantação de restaurantes populares, como uma estratégia para garantir alimentação acessível e combater a insegurança alimentar nas comunidades mais vulneráveis do Mato Grosso.

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