Para Pivetta, a preservação dos peixes nativos representa um compromisso não apenas com o meio ambiente, mas também com uma das atividades econômicas que mais movimentam diversas regiões do estado: o turismo da pesca esportiva.
Na avaliação de especialistas, empresários do setor e praticantes da modalidade, uma eventual aprovação da proposta poderá gerar impactos significativos em toda a cadeia econômica ligada à pesca esportiva. Mato Grosso consolidou-se como um dos principais destinos do país para pescadores que buscam a experiência do “pesque e solte”, modalidade que alia lazer, conservação ambiental e geração de renda para centenas de municípios.
O segmento movimenta hotéis, pousadas, barcos-hotéis, guias de pesca, piloteiros, marinas, restaurantes, postos de combustíveis, empresas de transporte, agências de turismo e um amplo comércio especializado em equipamentos de pesca esportiva. Lojas de varas, carretilhas, iscas artificiais, motores e embarcações dependem diretamente do fluxo constante de turistas que visitam os rios mato-grossenses ao longo do ano.
Na visão dos defensores da manutenção das atuais regras, permitir uma maior captura de espécies nativas pode reduzir, ao longo do tempo, a oferta desses peixes nos rios do estado. Como consequência, Mato Grosso poderá perder competitividade diante de outros destinos nacionais voltados ao turismo de pesca, comprometendo investimentos realizados por empresários e afetando milhares de empregos diretos e indiretos.
Outro ponto frequentemente levantado é que a pesca esportiva possui um efeito econômico contínuo. Um peixe preservado pode ser capturado e devolvido inúmeras vezes, atraindo novos visitantes durante anos e gerando receitas permanentes para toda a cadeia produtiva. Já a retirada definitiva desses exemplares reduz o potencial turístico e econômico dos rios.
Pescadores esportivos também demonstram preocupação com a possibilidade de enfraquecimento das políticas de conservação construídas nos últimos anos. Para eles, proteger os peixes nativos significa preservar um patrimônio natural que pertence a toda a sociedade, garantindo que futuras gerações possam continuar desfrutando dos rios mato-grossenses.
Embora existam setores que defendam mudanças na legislação sob o argumento de beneficiar determinadas atividades econômicas, representantes do turismo e da pesca esportiva afirmam que qualquer alteração deve ser amplamente debatida, levando em consideração não apenas os impactos imediatos, mas também as consequências de longo prazo para o meio ambiente, para a economia e para a imagem de Mato Grosso como um dos maiores destinos de pesca esportiva do Brasil.
Nesse contexto, Otaviano Pivetta reafirma seu posicionamento em defesa da preservação dos peixes nativos e da continuidade das políticas de conservação, entendendo que desenvolvimento econômico e proteção ambiental podem caminhar juntos, fortalecendo o turismo sustentável, gerando empregos e garantindo que os rios de Mato Grosso continuem sendo referência nacional para a pesca esportiva.




