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Pacu do Porto: o lendário personagem da história de Cuiabá

Pacu do Porto é uma figura icônica da memória popular cuiabana que ganhou destaque nas redes sociais após reportagem dos anos 1990. Originário de Corumbá, o trabalhador atuava como estivador no Porto e posteriormente realizava fretes pela cidade com seu carrinho de mão. Suas histórias, muitas contadas oralmente, o transformaram em uma lenda urbana que reflete as mudanças econômicas e sociais de Cuiabá.

Redação Agora Pronto News(20/07/2026)
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Pacu do Porto: o lendário personagem da história de Cuiabá

Uma reportagem gravada nos anos 1990 reacendeu o interesse pelas histórias de um dos personagens mais peculiares da cultura popular cuiabana: Pacu do Porto. O vídeo em baixa resolução, exibido pelo programa televisivo Cadeia Neles, conquistou novas audiências nas redes sociais e resgatou a memória de um homem que se tornou lenda na capital mato-grossense.

O apelido "Pacu", inspirado no peixe típico dos rios de Mato Grosso, era menos importante que o seu inseparável carrinho de mão, que se tornou sua marca registrada nas ruas de Cuiabá. Nascido na região de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, Pacu chegou à capital sem data precisa registrada, iniciando sua trajetória profissional como estivador no Porto da Capital, movimentando cargas dos barcos que navegavam pela região.

A transformação econômica de Cuiabá trouxe mudanças significativas para a região portuária. Com a expansão do transporte rodoviário, o transporte fluvial comercial perdeu importância econômica gradualmente. O Baixo Porto se reorganizou em torno de uma economia informal, com proliferação de bares, casas noturnas e consequente marginalização da área.

Para sobreviver aos novos tempos, Pacu adaptou seu trabalho realizando pequenos transportes pela cidade usando seu carrinho. Porém, com o passar dos anos, surgiram narrativas sobre sua atuação secundária: transportar pessoas embriagadas encontradas caídas nas ruas da região. Alguns relatos mencionam que ele amarrava essas pessoas ao carrinho, enquanto outras versões sugerem que as levava para locais afastados.

Essas histórias fazem parte do patrimônio oral da cidade, conforme explica o historiador Edenilson Morais. A memória coletiva sobre Pacu ganhou força justamente porque cada narrador adicionava seus próprios elementos à narrativa, criando múltiplas versões que refletiam a realidade da vida boêmia no Porto.

Na reportagem do programa Cadeia Neles, o repórter Júlgilas Wladas Albernaz Garcia, conhecido como Flecha, entrevista Pacu descrevendo descontraidamente como acomodava seus "passageiros" no carrinho. Essa imagem televisiva consolidou a lenda, transformando um trabalhador informal em símbolo da história cuiabana e da capacidade humana de se reinventar frente às transformações sociais.

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