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Justiça mantém recadastramento no Residencial Celina Bezerra, mas exige transparência

Tribunal Eleitoral negou suspensão do recadastramento de 1.684 famílias em Rondonópolis, apesar de suspeitas sobre uso político. Município terá que apresentar documentos para investigação aprofundada.

Redação Agora Pronto News(21/09/2026)
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Justiça mantém recadastramento no Residencial Celina Bezerra, mas exige transparência

A Justiça Eleitoral decidiu manter o recadastramento de 1.684 famílias do Residencial Celina Bezerra, em Rondonópolis, após analisar pedido do candidato a deputado estadual Zé do Pátio (PSD) para bloquear o processo. O postulante alegava que a iniciativa poderia favorecer a candidatura de Alessandra Ferreira (Podemos), esposa do prefeito Cláudio Ferreira (PL).

O desembargador Luiz Octávio Oliveira Sabóia Ribeiro, responsável pela decisão, não viu motivos para suspender o procedimento neste momento. Segundo ele, não existe risco iminente que justifique a paralisação do recadastramento, que faz parte de um programa habitacional que atende mais de 1,6 mil famílias.

O calendário prevê divulgação da lista preliminar dos beneficiários para o dia 5 de outubro, após o primeiro turno das eleições. Haverá ainda um período para recursos, com a relação definitiva prevista para o dia 26 do mesmo mês.

Apesar da negativa em barrar o recadastramento, o desembargador acionou a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Habitação para que forneçam, em até 48 horas, todas as listas de beneficiários anteriores e posteriores ao edital, além de informações detalhadas sobre alterações realizadas – como datas e responsáveis pelas modificações.

Além disso, será exigida a preservação dos registros de acesso, consulta, impressão e compartilhamento dos dados das famílias, com proibição expressa do uso dessas informações para fins eleitorais. O Banco do Brasil e o município também deverão entregar documentos e comunicações vinculadas ao programa habitacional, que poderão ser usados para eventuais investigações judiciais eleitorais (AIJE).

O tribunal ressaltou que, embora haja suspeitas quanto ao uso indevido da estrutura municipal no período eleitoral, não é justificável interromper uma política pública de grande impacto social sem analisar o caso com mais profundidade. O processo seguirá sob acompanhamento judicial e poderá ser revisado posteriormente, caso sejam confirmadas irregularidades.

Essas medidas visam garantir transparência e o respeito à legislação eleitoral durante o recadastramento no Residencial Celina Bezerra.

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