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Homofobia no Restaurante Universitário da UFMT: ex-funcionário denuncia demissão após denúncia

Um ex-funcionário do Restaurante Universitário da UFMT relata ter sofrido homofobia no ambiente de trabalho e afirmam que foi demitido após formalizar a denúncia. Segundo ele, a justificativa da empresa para a demissão, baixo rendimento, não condiz com as funções que exercia e pode ser uma retaliação.

Redação Agora Pronto News(12/08/2026)
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Homofobia no Restaurante Universitário da UFMT: ex-funcionário denuncia demissão após denúncia

Um jovem de 29 anos que trabalhava no Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, denuncia ter vivido uma situação de homofobia no local de trabalho e alega que foi dispensado da empresa responsável pela prestação de serviços após registrar a ocorrência.

Ele era funcionário da Kadeas Restaurante e foi desligado com a justificativa oficial de baixo rendimento. Porém, o rapaz contesta essa versão, dizendo que frequentemente realizava tarefas que iam além da sua função, especialmente durante o período em que o quadro de funcionários estava reduzido, como no recesso dos alunos.

De acordo com o relato, o incidente aconteceu no dia 31 de julho, no final do expediente. Ele percebeu que um colega mexia em seu armário depois de ter saído do banheiro. Ao confrontar o funcionário, foi alvo de xingamentos com teor homofóbico. O jovem procurou o RH da empresa, solicitou as imagens das câmeras de segurança e confirmou que o armário foi realmente violado.

Como consequência, o agressor recebeu uma suspensão remunerada de 10 dias. Logo após, o ex-funcionário registrou um boletim de ocorrência por injúria em razão das ofensas relacionadas à sua orientação sexual.

Cinco dias após o ocorrido, a gerência do RU reativou o funcionário e promoveu uma palestra sobre discriminação com foco na homofobia. No entanto, durante o evento, pediram que ele explicasse as letras da sigla LGBT, o que o deixou desconfortável, pois percebeu que o tema surgiu diretamente da sua denúncia.

No dia seguinte à palestra, ele foi comunicado de sua demissão, com a justificativa oficial de baixo desempenho. O ex-funcionário, porém, esclarece que realizava diversas tarefas extrafuncionais — como limpar a calçada e as fachadas de vidro do RU — que não se encaixam na alegação da gerência.

Ele acredita que a demissão foi uma retaliação direta pela denúncia de homofobia, destacando a sequência dos fatos: ocorrência, suspensão do colega, palestra e desligamento. Atualmente, o ex-empregado já deu início a um processo judicial para investigar a situação.

A reportagem tentou contato com a gerência da Kadeas Restaurante para obter uma posição oficial, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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