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Colheita da segunda safra de milho avança, mas chuva complica trabalho em MT e PR

A colheita da segunda safra de milho no Brasil já passou da metade, com Mato Grosso liderando o progresso. Contudo, as chuvas recentes no Paraná e Mato Grosso do Sul atrasam as máquinas e elevam os riscos de perdas entre os produtores.

Redação Agora Pronto News(há 2 dias)
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Colheita da segunda safra de milho avança, mas chuva complica trabalho em MT e PR

A colheita do milho da segunda safra avançou significativamente no Brasil, especialmente em Mato Grosso, que registra grandes avanços nas últimas semanas. Mesmo assim, o ritmo nacional ainda não alcança o desempenho de 2025 devido a dificuldades enfrentadas em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuva e alta umidade dificultam a colheita.

Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de 18 de julho, quase metade da área plantada com milho safrinha (49,8%) já foi colhida no país. Este percentual, porém, fica atrás dos 55,5% no mesmo período do ano anterior e da média histórica dos últimos cinco anos, que é de 56,7%. Notícias mais recentes indicam que a área colhida já passou da metade, embora ainda não haja um novo dado consolidado nacional.

Vale destacar que a segunda safra representa cerca de 77% da produção total de milho no Brasil. A expectativa da Conab é colher 109,43 milhões de toneladas nesta safra, dentro de uma produção total estimada em 141,7 milhões de toneladas para todas as safras do ano, incluindo a de verão e a terceira safra.

No estado de Mato Grosso, a colheita está bastante avançada, com 90,66% da área já colhida até a última sexta-feira (24). Isso representa um crescimento semanal de quase 12 pontos percentuais. Este estado pode até superar ligeiramente o ritmo do ano passado, embora esteja um pouco abaixo da média dos últimos cinco anos. A região do Médio-Norte, principal polo produtor, praticamente finalizou a colheita, atingindo 98,03%.

Se as condições climáticas permanecerem favoráveis, Mato Grosso deverá concluir essa etapa entre o final de julho e início de agosto. A previsão é colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, cerca de 52% do total da segunda safra nacional, com produtividade estimada em 128,64 sacas por hectare, graças às boas condições no Médio-Norte do estado.

Já o Paraná enfrenta grandes desafios. A colheita atingiu apenas 29% da área até a semana passada, bem abaixo dos 40% de 2025 e ainda mais distante dos 67% registrados em 2024. O plantio tardio e as chuvas recentes dificultam a entrada das máquinas nas lavouras, além de manter os grãos com um nível de umidade elevado.

Essas condições fazem com que a maior parte da colheita fique para agosto e até setembro, especialmente nas regiões onde o plantio ocorreu mais tarde. No Paraná, são cultivados aproximadamente 2,9 milhões de hectares, com previsão de 17,4 milhões de toneladas para a segunda safra.

Segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), até o momento não há confirmação de perdas expressivas causadas diretamente pelas chuvas. O maior impacto tem sido operacional, pois a umidade dificulta a colheita e aumenta os custos com secagem. Porém, a extensão dos danos depende do tempo que o milho permanece maduro no campo, porque a demora aumenta o risco de problemas como germinação na espiga, desenvolvimento de fungos, inclinamento das plantas e a perda da qualidade comercial dos grãos.

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