Thiago Boava, produtor rural e candidato a deputado federal pelo PL, voltou a criticar seu partido por não cumprir o acordo de repasse de recursos para a sua campanha, que termina em 4 de outubro. O candidato denuncia que os repasses foram inferiores aos previstos, prejudicando seu planejamento eleitoral.
No evento de lançamento da candidatura de José Medeiros ao Senado, em Cuiabá, Boava declarou que não pretende vinculá-la ao palanque montado pelo candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), e a candidata ao Senado, Janaína Riva (MDB). Segundo ele, se essa associação for condição para receber recursos do partido, prefere abrir mão do financiamento.
"Eu não concordo com o palanque montado por Wellington e Janaína. Se o preço para obter recursos for subir nesse palanque, não me interessa", afirmou Boava.
Desde o início do mês, o candidato tem manifestado insatisfação com o repasse, apontando que outros candidatos sem mandato, como ele, receberam cerca de R$ 400 mil, enquanto os parlamentares em exercício atingiram valores entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, de acordo com dados da Justiça Eleitoral.
Ao ser questionado sobre uma possível ligação política com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), Boava negou ter feito qualquer manifestação pública ou vídeo de apoio ao governador. Ele reforçou que sua presença na campanha de Medeiros foi motivada por uma orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro, e não por afinidade partidária.
"Não existe nenhum vídeo meu defendendo o Pivetta. O partido parece estar verde e amarelo, mas não atua conforme deveríamos. Estou aqui porque o Bolsonaro pediu, se fosse outro, não teria vindo", explicou.
Sobre a aliança com Janaína Riva, Boava frisou que a coligação não representa as pautas que ele defende dentro do bolsonarismo e que sua oposição não é pessoal.
"A composição não atende nossos objetivos e, na verdade, pode prejudicar aquilo pelo que estamos lutando. Não é nada pessoal", disse.




