O senador Carlos Fávaro (PSD), que busca a reeleição, participou na tarde desta quarta-feira (9) de uma sabatina promovida pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, formada por representantes da Fiemt, Fecomércio e Famato. Durante o encontro, que reuniu lideranças do comércio, indústria e agronegócio, o candidato pediu um voto de confiança do público e ressaltou seu trabalho enquanto ministro da Agricultura no período de 2023 a 2026.
Fávaro destacou a abertura de 555 novos mercados internacionais para produtos brasileiros no período em que esteve à frente do ministério, além da implementação de políticas públicas eficazes para o setor agropecuário. Para ele, a gestão do atual governo federal, especialmente no programa Plano Safra, representa uma valorização significativa do agronegócio, com investimentos superiores a R$ 2 trilhões desde 2023.
Ao comentar o Seguro Rural, o senador enfatizou a importância do modelo paramétrico, que realiza pagamentos automáticos a produtores com base em indicadores climáticos e de produtividade, como chuvas e dados de satélite, evitando a necessidade de inspeções presenciais. Essa modalidade, segundo ele, torna o suporte financeiro mais ágil e eficiente para os agricultores.
Sobre o Plano Safra, Fávaro pediu que os agricultores considerassem fatores como as crises climáticas, o endividamento do setor, o aumento nos custos de produção e a queda dos preços das commodities, que dificultam o acesso ao crédito rural. Como solução, defendeu esforços para a repactuação das dívidas junto ao Ministério da Fazenda, com o objetivo de aliviar o fardo dos produtores.
Durante a sabatina, o senador também se posicionou favoravelmente à proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, que atualmente obriga trabalhadores a permanecer seis dias seguidos no campo e um dia de folga. Embora a medida gere resistência entre empresários, tendo passado pela Câmara dos Deputados, Fávaro manifestou apoio à votação no Senado e defendeu uma regulamentação justa que beneficie tanto os trabalhadores quanto os empregadores. Ele também defendeu a desoneração fiscal como alternativa para fortalecer o setor produtivo.
Outro tema abordado foi o combate às chamadas "bets", modalidades de apostas consideradas predatórias pelo senador. Ele ressaltou que as ações do governo Lula regulando o setor não foram suficientes para conter sua expansão e pediu o apoio das entidades representativas para aprovar seu projeto que visa extinguir essa prática, que classificou como uma "praga".
A sabatina contou com tempo para apresentação pessoal de três minutos, seguida por perguntas das entidades Fiemt, Fecomércio e Famato, responsáveis pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso. O presidente da Fiemt, Silvio Rangel, ressaltou a grande responsabilidade dos candidatos ao Senado diante dos desafios do Estado e do país.




