Os principais candidatos à Presidência da República incluem nos seus programas de governo diferentes propostas dirigidas às mulheres. Enquanto alguns dedicam capítulos inteiros ao tema, outros abordam as políticas femininas dentro de áreas específicas como saúde, segurança pública e mercado de trabalho.
No caso do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o plano aborda políticas para mulheres em várias frentes: segurança, emprego, saúde e cuidados sociais. Em segurança, destaca-se a continuidade do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio, além da conclusão de 30 Casas da Mulher Brasileira e 15 Centros de Referência, com ampliação das Salas Lilás para acolhimento das vítimas. Há ainda ações para monitoramento rigoroso de agressores e combate à violência digital e assédio online.
Na área trabalhista, o plano prevê a aplicação da Lei da Igualdade Salarial e exige das empresas planos para eliminar diferenças de remuneração entre homens e mulheres. Incentivo ao empreendedorismo feminino, programas de qualificação profissional e o estímulo à participação das mulheres em ciência e pesquisa também compõem as propostas.
Na saúde, Lula quer ampliar o acesso a métodos contraceptivos, fortalecer a detecção precoce do câncer de mama e cervical e avançar no combate à mortalidade materna, dando atenção especial às mulheres negras e às residentes em regiões rurais e afastadas. A distribuição gratuita de absorventes e medicamentos essenciais também está prevista.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro (PL) concentra suas ações no programa "Brasil por Elas", que engloba segurança, trabalho e saúde. Na segurança, propõe monitoramento em tempo real de agressores com tornozeleiras eletrônicas e penas mais severas para crimes contra mulheres. Na área econômica, destaca o programa "Ganha, Ganha", que oferece benefícios baseados na qualificação e regularidade financeira para facilitar o acesso a crédito.
O candidato também planeja a "Escola Brasil por Elas", que oferecerá cursos tecnológicos como inteligência artificial, programação, marketing digital e finanças. A proposta inclui ainda um banco de currículos exclusivo para aproximar mulheres do mercado de trabalho e ampliar vagas em creches, com opção de vouchers para creches privadas quando não houver vagas públicas.
Na saúde, Flávio prevê ampliar a realização de exames preventivos por meio de unidades móveis e telemedicina, beneficiando mulheres de áreas rurais e ribeirinhas. Além disso, propõe uma Central da Mulher, fisicamente e digitalmente, que concentraria serviços de saúde, assistência social, emprego e orientação jurídica. Um outro ponto relevante é a prioridade para que imóveis adquiridos por programas habitacionais tenham a documentação no nome da mulher, promovendo maior segurança financeira para elas.
As propostas desses candidatos revelam diferentes enfoques e estratégias, mas com objetivos comuns de promover a igualdade e melhorar as condições de vida das mulheres no Brasil, especialmente nas regiões mais vulneráveis.




