O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) conquistou uma demonstração impressionante de apoio político ao conseguir que 133 prefeitos mato-grossenses se comprometam publicamente com sua candidatura à reeleição. O anúncio realizado na terça-feira (18) na Casa 10, em Cuiabá, marca um momento estratégico na campanha eleitoral de 2026.
A magnitude do apoio chama atenção porque Mato Grosso tem apenas 142 municípios no total. Isso significa que mais de 93% dos gestores municipais do Estado declararam respaldo à recandidatura de Pivetta, criando uma estrutura capilar robusta que ultrapassa inclusive as divisões formais entre os partidos que o apoiam oficialmente.
O encontro reuniu prefeitos de diferentes regiões mato-grossenses e lideranças políticas em torno de um objetivo comum: fortalecer a presença do governador nos municípios e demonstrar que sua candidatura possui sustentação sólida nos territórios do interior do Estado. Essa articulação municipal coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta.
Um aspecto que desperta particular interesse nos bastidores políticos é a possibilidade de que entre os 133 apoiadores estejam prefeitos vinculados ao Partido Liberal, agremiação que lança o senador Wellington Fagundes como candidato ao Governo. Se confirmada a presença de liberais na manifestação em favor de Pivetta, isso sinalizaria uma ruptura relevante dentro do partido rival.
Gestores municipais do PL que aderirem publicamente a Pivetta estariam, na prática, abandonando o projeto encabeçado por Wellington para se alinharem com o governador que é seu concorrente direto. Esse tipo de movimento revelaria que a decisão da cúpula partidária não encontra necessariamente respaldo em toda a base municipal da legenda.
A força no interior representa um tabuleiro político importante. Prefeitos mantêm relacionamento próximo com vereadores, lideranças comunitárias, produtores rurais, empresários e diversos segmentos da sociedade local. Eles conseguem transformar apoio político em presença efetiva nas campanhas e na mobilização de eleitores.
A movimentação ocorre num momento em que a campanha estadual de 2026 intensifica suas operações. Com as chapas já definidas, a disputa migra gradualmente das negociações entre dirigentes partidários para a busca de sustentação real nas cidades. Esse processo exige que candidatos demonstrem capacidade de mobilizar apoiadores nos territórios.
Para Pivetta, a reunião dos 133 prefeitos funciona como apresentação de força política e como mapeamento geográfico de sua base de apoio. A lista de nomes que comparecerem ao ato revelará até que ponto o governador conseguiu expandir sua influência sobre municípios que historicamente apoiavam outras forças políticas.
Se gestores municipais do PL comparecerem entre os apoiadores, esse detalhe poderá marcar significativamente o curso da campanha eleitoral e evidenciar possíveis divisões dentro da estrutura do partido rival, criando dinâmicas imprevistas para a disputa estadual.




