Durante o primeiro debate na TV Vila Real nesta terça-feira (1º), o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que a eleição deste ano representa uma oportunidade para que os mato-grossenses se livrem de políticos antigos, a quem ele chamou de "ratazanas" da política.
Sem citar diretamente nomes, Pivetta qualificou seus adversários como integrantes da "velha política" que, segundo ele, durante anos causaram prejuízos para a população, especialmente nas áreas de saúde, educação e gestão pública. "O povo de Mato Grosso vai ter uma chance de aposentar definitivamente muitos políticos que deixaram o Hospital Central parado por 35 anos, que não avançaram na educação, não cuidaram da saúde e abandonaram servidores com salários atrasados", afirmou.
Ele ressaltou ainda que o “grupo da velha política” acabou se unindo nesta eleição, fazendo com que o eleitor tenha a clara possibilidade de renovar os quadros políticos do estado. O governador sugeriu que a diversidade de candidatos desse grupo no mesmo palanque foi uma “generosidade de Deus”, interpretada por muitos como uma crítica indireta ao seu principal adversário, o senador Wellington Fagundes (PL).
Sobre sua postura no debate, Pivetta disse que preferiu focar nas propostas e nos feitos de sua administração desde 2018, evitando ataques pessoais. "Procurei focar no que realizamos e no estado que encontramos quando assumimos, além dos planos para o futuro", garantiu.
Em outro momento, o governador foi questionado sobre a participação de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em sua equipe de campanha. Pivetta declarou desconhecer qualquer irregularidade relacionada a Pagot.




