O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), reconhece o potencial político da deputada estadual Janaina Riva, presidente do MDB no estado, e considera incluí-la em seu arco de alianças eleitorais. As opções avaliadas para Janaina são a vaga de vice-governadora ou o segundo nome da chapa ao Senado, atualmente liderada pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).
A definição dos nomes que comporão a chapa depende diretamente das convenções do União Brasil e Progressistas, marcadas para o dia 30 de julho. O processo encontra resistência interna, especialmente com o senador Jayme Campos (União Brasil), que deseja disputar o Governo de Mato Grosso, enquanto um grupo dentro das siglas defende a candidatura de Pivetta. Além disso, o MDB, partido de Janaina, demonstra maior simpatia pelo projeto de Jayme Campos, que ainda aguarda a aprovação da federação.
Em entrevista concedida na terça-feira (28), Pivetta destacou a importância de construir alianças com objetivos comuns e ressaltou a relevância política de Janaina no cenário mato-grossense. "A Janaina é uma liderança importante do cenário político de Mato Grosso e tem uma importância estratégica, nós estamos considerando, estamos conversando", afirmou o governador.
O governador também frisou que Janaina não é a única opção para vice ou segunda vaga ao Senado, pois existem outros partidos aliados em jogo, como o Progressistas e o Podemos. No PP, a empresária Margareth Buzetti, suplente de senador, manifesta interesse em liderar a chapa ao Senado, enquanto o Podemos, liderado pelo deputado Max Russi, tem pelo menos quatro mulheres consideradas para a posição de vice.
"[Janaina] pode ser tanto senadora como vice. Nada está definido ainda. O fechamento dos cargos de vice e segunda vaga para o Senado será decidido provavelmente a partir do final desta semana", explicou Pivetta, destacando os esforços para montar uma coligação ampla e competitiva.
Sobre a pesquisa divulgada pelo Instituto MT Dados, que apontou um crescimento de 6 pontos percentuais na sua intenção de votos e um empate técnico com o senador Wellington Fagundes, Pivetta valorizou o avanço, atribuindo-o ao reconhecimento de seu estilo de gestão. Ele assumiu oficialmente como governador em 31 de março deste ano, após Mauro Mendes renunciar para concorrer ao Senado.
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