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Pivetta cobra transparência sobre emendas de Fagundes

O governador Otaviano Pivetta critica seu adversário Wellington Fagundes por destinar mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares nos últimos 12 anos. Pivetta questiona o destino dos recursos e relembra delatoria de Silval Barbosa contra Fagundes, afirmando que o valor seria suficiente para construir quatro hospitais centrais.

Redação Agora Pronto News(15/08/2026)
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Pivetta cobra transparência sobre emendas de Fagundes

Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (14), o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que disputa a reeleição, direcionou críticas ásperas ao seu concorrente na eleição, o senador Wellington Fagundes (PL). Pivetta o caracterizou como um "negociador voraz de emendas parlamentares" e promete detalhar o destino de recursos durante a campanha.

Conforme Pivetta, Fagundes distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão em emendas ao longo de seus 12 anos como senador. O governador questionou a destinação desses recursos e fez uma comparação impactante: segundo suas contas, o montante seria suficiente para a construção de quatro unidades do Hospital Central de Mato Grosso.

"Procurem saber onde estão essas emendas, daria pra fazer quatro hospitais centrais", declarou Pivetta à imprensa. O governador também mencionou que o Hospital Central está sob administração da empresa Albert Einstein e indagou se Fagundes possui alguma instituição de saúde em seu histórico.

A estratégia de campanha de Pivetta inclui investigar o paradeiro dos recursos, colocando a transparência como tema central. "Durante a campanha, vamos mostrar onde ele colocou essas emendas. Essa é a profissão dele", afirmou o governador, buscando questionar a legitimidade das ações de Fagundes.

Pivetta também acionou episódios do passado para reforçar suas críticas. Ele relembrou que Wellington Fagundes foi mencionado em delação realizada pelo ex-governador Silval Barbosa em 2017, acusado de receber parcelas de valores desviados de obras de infraestrutura. Para Pivetta, Fagundes estaria tentando "voltar à cena do crime".

O governador apontou que Fagundes tinha influência sobre órgãos estratégicos, como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e que estaria acompanhado de Cinésio Nunes de Oliveira, ex-secretário de Infraestrutura do governo Silval. "O Silval delatou o Cinésio e delatou o WF também, contou certinho a roubalheira que eles faziam", asseverou Pivetta.

É importante destacar que, apesar das delações de Silval Barbosa, Cinésio foi absolvido de acusações de envolvimento em esquema de propina pela Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Wellington Fagundes, embora tenha sido citado na delação, nunca sofreu condenação comprovada de qualquer acusação formal.

Ao ser questionado sobre suas respectivas trajetórias profissionais, Pivetta destacou sua carreira no setor empresarial antes de ingressar na política, enquanto criticou que Fagundes permaneceu apenas na vida pública ao longo de quase quatro décadas. Segundo Pivetta, sua experiência empresarial o diferencia de seu adversário, que se dedicou exclusivamente aos mandatos na Câmara dos Deputados e Senado Federal.

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