O ex-governador Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil, destacou na noite de quinta-feira (30) que o apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) foi uma escolha coerente e alinhada com as normas internas do partido. Ele respondeu às críticas do senador Jayme Campos, que classificou a convenção do União Brasil como "draconiana, desigual e desonesta" após a votação.
Segundo Mendes, todas as etapas da convenção foram conduzidas dentro do regulamento eleitoral estabelecido e validado pela direção nacional. "O processo foi transparente e legítimo. Cada convencional votou livremente e expressou sua opinião", afirmou ao comentar as acusações feitas pelo senador.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de que o desentendimento interno prejudique sua candidatura ao Senado, Mendes ressaltou que toda decisão política traz consequências, mas manteve sua posição com base na coerência. "Fiz minha escolha alinhado à minha história e ao compromisso com o povo de Mato Grosso", declarou.
O ex-governador também lembrou da parceria positiva com Pivetta durante os sete anos em que atuaram juntos no Governo do Estado, destacando a experiência do vice-governador, que já foi três vezes prefeito de Lucas do Rio Verde, cidade que ajudou a desenvolver. Mendes reforçou que o apoio a Pivetta é uma continuidade do trabalho que consideram benéfico para o estado.
A convenção do União Brasil foi marcada por momentos tensos, incluindo vaias e hostilidades direcionadas a Mendes por alguns integrantes do grupo liderado por Jayme Campos. Apesar disso, o ex-governador minimizou o episódio, explicando que disputas internas tendem a gerar ânimos exaltados.
Dos 51 convencionais aptos a votar, houve apenas uma abstenção, e o apoio a Pivetta foi aprovado por 30 votos contra 19, reafirmando a decisão da maioria do partido.




