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Mauro defende investigações policiais em período eleitoral

O ex-governador Mauro Mendes rejeita proposta de seu concorrente, o deputado José Medeiros, que pretende suspender operações policiais nos seis meses anteriores às eleições. Para Mauro, a solução não é bloquear investigações, mas punir com severidade quem desviar as instituições de segurança para fins políticos.

Redação Agora Pronto News(20/08/2026)
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Mauro defende investigações policiais em período eleitoral

A campanha ao Senado em Mato Grosso ganhou mais um ponto de tensão com posições divergentes sobre operações policiais durante período eleitoral. O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) discorda frontalmente da ideia proposta pelo deputado federal José Medeiros (PL), também candidato ao Senado, que defende a suspensão de ações policiais nos seis meses que precedem as eleições.

A proposta de Medeiros surgiu após a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, alcançar figuras proeminentes da política estadual, incluindo o próprio Mauro Mendes. Apesar dessa experiência pessoal, o ex-governador mantém sua posição: investigações não podem ser interrompidas apenas por causa do calendário eleitoral.

Para Mauro, a verdadeira solução está em garantir o direito de investigação mantendo punições rigorosas contra abusos. Ele argumenta que quando ficar provado o desvio de instituições de segurança para perseguição política, quem cometer essa prática deve enfrentar consequências legais severas.

"Não concordo com isso. Também não concordo que a Polícia Federal, a Polícia Civil ou o aparato do Estado sejam utilizados por alguém que ocupe momentaneamente esses cargos, seja na administração federal ou estadual", declarou Mendes, deixando clara sua contrariedade à proposta rival.

O candidato ao Senado enfatiza que denúncias infundadas, especialmente aquelas desprovidas de sustentação probatória adequada quando usadas para prejudicar adversários políticos, devem ser apuradas e impedidas. Sua defesa se concentra na responsabilização de quem cometer abuso, não na restrição preventiva das investigações.

"Ao invés de proibir, é preciso penalizar duramente quem fizer uso indevido, uso político, apresentar denúncia sem lastro comprovado, simplesmente para atrapalhar um adversário", reforçou.

A proposta de José Medeiros baseia-se na premissa de que operações de grande repercussão realizadas próximas ao registro de candidaturas podem gerar consequências eleitorais. Segundo Medeiros, essas ações poderiam ser instrumentalizadas para perseguição política, prejudicando candidatos, seus apoiadores e coligações vinculadas.

Mauro Mendes reconhece que abusos precisam ser combatidos, mas diverge na abordagem. Para ele, bloquear preventivamente a ação das forças policiais significaria cercear indevidamente o poder investigativo estatal. Essa restrição, em sua visão, contradiz os princípios de um país livre e democrático.

"Vivemos em um País livre e democrático, onde você tem direito de se expressar, mas não pode tirar da Polícia o direito de investigar em qualquer momento", enfatizou o ex-governador.

O embate entre os dois candidatos reflete um tema que ganhou relevância na campanha senatorial mato-grossense, evidenciando diferentes perspectivas sobre segurança, investigação criminal e preservação da ordem democrática durante processos eleitorais.

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