Mauro Carvalho, titular da Casa Civil estadual, colocou um ponto final nas especulações sobre uma possível renúncia à condição de primeiro suplente do senador Wellington Fagundes (PL). O chefe de gabinete assegurou que segue firme no projeto do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e que não pretende deixar a suplência, mesmo diante de cenários políticos favoráveis ao candidato liberal nas próximas eleições.
Embora pudesse ser nomeado senador caso Wellington vencesse a disputa estadual em outubro, Mauro Carvalho negou que isso justifique abandonar o apoio ao projeto de reeleição de Pivetta. Durante entrevista, reafirmou seu engajamento com o governador e destacou que trabalha diariamente em prol da pré-campanha do chefe do Executivo estadual, dedicando-se ao projeto nos períodos fora do expediente de trabalho.
O secretário argumentou que foi escolhido pela população em 2022 como suplente na chapa que assegurou a reeleição de Mauro Mendes como governador e a eleição de Wellington Fagundes como senador. Para ele, alterações no cenário político não seriam motivo suficiente para abrir mão dessa posição conquistada nas urnas há dois anos.
Essa posição reafirma a lealdade política de Mauro Carvalho com o grupo de Otaviano Pivetta, apesar do conflito de interesses aparente. Vale lembrar que, em 2023, Mauro Carvalho já havia assumido uma cadeira no Senado Federal durante o período em que Wellington Fagundes se encontrava em licença. Na ocasião, deixou temporariamente o cargo de chefe da Casa Civil.
Além de posicionar-se sobre a suplência, Mauro Carvalho tornou oficial sua saída do PRD, partido que comandava em Mato Grosso até março deste ano. A desfilição ocorreu após Mauro Carvalho ser destituído da presidência estadual pela direção nacional da legenda.
A saída de Mauro Carvalho do PRD representou um revés para os planos políticos do grupo de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta. Os aliados que pretendiam se abrigar na sigla precisaram buscar outras alternativas, migrando para legendas como Podemos e Republicanos. Ex-secretários estaduais e parlamentares que se preparam para a disputa de outubro foram os principais afetados por essa mudança na estrutura partidária.




