Após pressão interna no grupo político, o deputado federal e ex-secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União Brasil), comunicou na terça-feira (11) que não vai disputar o cargo de vice-governador ao lado do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Agora, Fábio concentra esforços em sua reeleição para o Congresso nas eleições de outubro.
Com a desistência de Garcia, as negociações para escolher um novo candidato a vice têm ganhado força. O Podemos, partido comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa Max Russi, surge como possível indicativo para a vaga, com o nome de Alessandra Ferreira, primeira-dama de Rondonópolis, entre os cotados. No entanto, outras siglas e figuras políticas também estão sendo avaliadas para compor a chapa ao Palácio Paiaguás.
A candidatura de Fábio Garcia enfrentou resistência após uma operação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades envolvendo pagamentos à operadora Oi, situação na qual o parlamentar é alvo. O episódio provocou questionamentos sobre sua permanência na vice-governadoria dentro do próprio grupo.
A decisão pela renúncia foi tomada após uma série de reuniões realizadas no Palácio Paiaguás, que contou com a participação de Pivetta, do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), de Max Russi e outras lideranças regionais. Segundo fontes, o encontro foi tenso e ocasionou um desgaste entre Mendes e Pivetta, antigos aliados, principalmente porque Mauro Mendes defendia a manutenção de Garcia na chapa, enquanto Pivetta passou a preferir um novo nome.
O debate para definição do novo candidato a vice deve continuar em reuniões externas ao Palácio Paiaguás, com previsão de anúncio na Assembleia Legislativa. Essa mudança também oferece ao União Brasil a oportunidade de reestruturar sua estratégia para as eleições proporcionais, após a saída do nome destacado para a vice.
Para se manter informado sobre este e outros acontecimentos políticos em Mato Grosso, acompanhe nossas atualizações em tempo real no WhatsApp do Rdnews.




