Desde o início da campanha para as eleições presidenciais de 2026, em 16 de agosto, os 12 candidatos somam despesas que ultrapassam os R$ 153 milhões. Esses dados são parciais e foram atualizados até 8 de setembro, conforme informações registradas na plataforma Divulgacand do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os presidenciáveis, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou as maiores despesas, totalizando R$ 65,6 milhões. A maior parte desses valores foi destinada a serviços de marketing, incluindo um pagamento de R$ 31 mil para uma empresa de comunicação. Além disso, a campanha contabilizou investimentos em materiais impressos, assessoria e passagens aéreas. Dos valores declarados, R$ 34,6 milhões já foram empenhados, enquanto o restante está listado como despesas contratadas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), também concorrente ao Palácio do Planalto, aparece em segundo lugar com gastos declarados de R$ 55,2 milhões. Deste montante, R$ 25,6 milhões já foram pagos. Destacam-se despesas com publicidade, como um pagamento de R$ 13,1 mil a uma empresa de propaganda, além de custos com serviços jurídicos (R$ 3,3 milhões), táxi aéreo (R$ 2,2 milhões) e contratação de serviços como zelador, garçom e recepcionista.
Em terceiro no ranking de gastos aparece o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 24,2 milhões declarados. Outros candidatos também informaram seus custos de campanha, como Romeu Zema (Novo) com R$ 4 milhões, Renan Santos (Missão) com R$ 1,3 milhão e Augusto Cury (Avante), que contabilizou R$ 265 mil até o momento.
Além disso, outros candidatos apresentaram despesas variadas: Clariana Barão (DC) declarou cerca de R$ 999 mil, Hertz Dias (PSTU) registrou R$ 975 mil, Samara Martins (UP) R$ 638 mil, e Wilson Grassi (DEM) R$ 489 mil. Já Edmilson Silva Costa (PCB) informou gastos de R$ 14 mil, enquanto Rui Pimenta (PCO) declarou apenas R$ 137.
Os candidatos têm um teto máximo de gastos fixado para o primeiro turno, equivalente a R$ 88,9 milhões, e as prestações de contas devem ser entregues ao TSE até 13 de setembro. A disputa presidencial segue movimentando cifras elevadas, refletindo a importância estratégica de investimentos em campanhas eleitorais.




