A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) acende o alerta sobre um dado alarmante em Mato Grosso: o crescimento vertiginoso de feminicídios que vitimam mulheres no estado. Para a parlamentar, chegou a hora de passar de promessas a ações concretas contra esse tipo de violência extrema.
Segundo levantamento do Observatório Caliandra, o mês de junho de 2026 foi especialmente cruel para as mulheres mato-grossenses. Sete feminicídios foram registrados naquele período, deixando Cuiabá e Várzea Grande entre as cidades mais afetadas. Os números refletem a urgência de implementar mecanismos efetivos de proteção e justiça.
Para Coronel Fernanda, enfrentar essa realidade vai além de discursos bem-intencionados. A deputada escolheu o caminho da legislação para criar instrumentos que protejam vidas, fortaleçam vítimas e limitem a atuação de agressores. Segundo ela, enquanto alguns transformam o tema em puro debate ideológico, é preciso trabalhar pela mudança real.
O arsenal legislativo proposto pela deputada compreende três projetos de lei distintos. O primeiro é a Lei Cor de Rosa (PL 2.173/2026), que estabelece definições legais para garantir que mulheres tenham acesso protegido a espaços públicos exclusivos e às políticas de proteção a seu favor.
O segundo projeto (PL 1.811/2026) inova ao propor tornozeleiras eletrônicas na cor rosa para agressores identificados. A estratégia tem duplo objetivo: facilitar o reconhecimento visual dos autores de crimes contra mulheres e fortalecer o monitoramento das medidas protetivas, ao mesmo tempo em que incrementa a sensação de segurança das vítimas.
Complementando as iniciativas, o PL 2.525/2024 foca no atendimento às vítimas de violência sexual. O projeto estabelece prazos rigorosos para exames de corpo de delito, garante acesso imediato a medicamentos, preserva evidências forenses e padroniza protocolos para evitar que a vítima seja novamente vitimizada durante o processo de denúncia e atendimento.
A deputada encerra sua posição com reflexão profunda: cada feminicídio representa uma vida ceifada, uma família desmantelada e uma falha coletiva do sistema de proteção. Para ela, é necessário endurecer o combate aos agressores, oferecer atendimento digno às vítimas e construir mecanismos preventivos realmente efetivos, antes que a violência chegue ao seu desfecho fatal.




