Agora Pronto News
Política

Candidatura de Medeiros destaca riscos para empresas e critica governo Lula

José Medeiros, candidato ao Senado, alerta que um possível quarto mandato de Lula pode levar empresas brasileiras ao Paraguai. Ele também critica o Ministério da Agricultura, o STF e defende reformas para melhorar o ambiente de negócios em Mato Grosso.

Redação Agora Pronto News(10/09/2026)
Gerar PDF
Candidatura de Medeiros destaca riscos para empresas e critica governo Lula

O deputado federal José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado, afirmou nesta terça-feira (9) que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato poderá resultar na fuga de empresas brasileiras para o Paraguai. A declaração foi feita durante uma sabatina promovida pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, que reúne a Fiemt, Fecomércio e Famato.

Ao responder às perguntas dos representantes do setor produtivo, Medeiros criticou duramente a atuação do Ministério da Agricultura e do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele levantou a necessidade de impeachment de ao menos um ministro do STF, classificando como preocupante a interferência crescente da Corte nos demais poderes desde 2017. “Se um ministro não bastar, teremos que tirar dois ou três para preservar o Congresso”, afirmou.

O deputado destacou ainda a importância de melhorar as condições para a industrialização em Mato Grosso. Para isso, defende alterações no ambiente de negócios, revisão da carga tributária e redução da taxa de juros. “O investidor não quer jogar em campo cheio de buracos. Precisamos eliminar essas barreiras para atrair investimentos”, ressaltou, lembrando sua atuação no primeiro mandato para atender às demandas do setor produtivo.

Medeiros também enfatizou a necessidade de facilitar o acesso ao crédito, principalmente recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Apontou que as cooperativas de crédito são mais presentes na região que o Banco do Brasil, principal operador dessas linhas, e sugeriu um “revogaço” de normas e portarias para desburocratizar o processo.

Sobre o Ministério da Agricultura, o candidato criticou a gestão atual, alegando que o ministro deve priorizar os interesses do setor rural e não grupos específicos. Aproveitou para informar que indicou Odílio Balbinotti, seu primeiro suplente e aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), para assumir a pasta caso o partido governe.

Na discussão sobre a reforma trabalhista, Medeiros recordou seu voto favorável e repudiou decisões do STF que suspenderam pontos importantes do texto, prejudicando sua eficácia. Ele alertou que, com a permanência do governo Lula, muitas empresas podem migrar para o Paraguai, buscando melhor ambiente de negócios.

A sabatina teve formato estruturado, com três minutos de apresentação para cada candidato, seguida por sete perguntas das entidades FIEMT, Fecomércio e Famato, que compõem a Aliança do Setor Produtivo. O presidente da Fiemt, Silvio Rangel, destacou a relevância do Senado para decisões nacionais, reforçando a importância dos candidatos compreenderem as responsabilidades do cargo.

Comentários

Deixe seu comentário

0/1000

Seu comentário será publicado após aprovação editorial.

Leia também