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Candidato Medeiros usa 'melancia' e expõe crítica a Wellington Fagundes no PL

Em nova inserção eleitoral, José Medeiros (PL) critica políticos com discurso conservador falso, usando a metáfora da 'melancia'. A campanha acaba trazendo à tona o apelido que adversários dão a Wellington Fagundes, seu colega de partido. O episódio revela tensão na disputa eleitoral em Mato Grosso, especialmente entre candidatos de direita.

Redação Agora Pronto News(31/08/2026)
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Candidato Medeiros usa 'melancia' e expõe crítica a Wellington Fagundes no PL
Imagem ilustrativa gerada por IA

Uma recente inserção eleitoral do candidato ao Senado José Medeiros, do PL, gerou um novo atrito na política de Mato Grosso. Em sua propaganda, Medeiros utilizou o símbolo da melancia para repreender políticos que, segundo ele, se apresentam como conservadores somente durante as eleições, mas possuem vínculos antigos com a esquerda.

Durante o vídeo, Medeiros segura e corta uma melancia enquanto rebate o que chama de discursos falsamente conservadores. Ele diz: "Mato Grosso é o maior produtor de soja do mundo. Mas quando começa a eleição, o que mais brota por aqui é melancia".

Na política local, o termo "melancia" é uma expressão pejorativa que define aqueles que, "verdes por fora e vermelhos por dentro", aparentam ser de direita, mas na verdade têm ligações com a esquerda. Por isso, a escolha da imagem causou surpresa, já que Wellington Fagundes, também do PL e concorrente ao Governo de Mato Grosso, é frequentemente chamado assim por seus adversários.

Wellington acumulou uma longa carreira política, mantendo diálogo com governos federais de diferentes ideologias, incluindo as gestões de Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Essa trajetória é usada por opositores para questionar sua lealdade ao campo conservador que hoje tenta ocupar.

Sem mencionar Wellington diretamente, a metáfora usada por Medeiros gerou desconforto dentro da própria aliança, expondo uma disputa interna. Medeiros, que disputa uma vaga ao Senado, reforça na peça que esses políticos buscam eleger-se para "defender a esquerda, passar pano para Alexandre de Moraes, defender o aborto e defender a bandidagem".

A propaganda termina com uma frase irônica: "Melancia é bom pra se comer, mas na hora de votar, não dá certo".

Esse episódio ganha ainda mais relevância por envolver dois integrantes do mesmo partido, o PL, que buscam posições eleitorais importantes em Mato Grosso. Medeiros tenta se destacar para o eleitorado bolsonarista no Senado, enquanto Wellington busca o Palácio Paiaguás na corrida pelo Governo do Estado.

Com uma disputa cada vez mais acirrada por duas vagas no Senado, este confronto velado pelo uso da metáfora da melancia mostra o quanto o voto nas forças conservadoras está disputado e tenso na região.

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