Uma recente inserção eleitoral do candidato ao Senado José Medeiros, do PL, gerou um novo atrito na política de Mato Grosso. Em sua propaganda, Medeiros utilizou o símbolo da melancia para repreender políticos que, segundo ele, se apresentam como conservadores somente durante as eleições, mas possuem vínculos antigos com a esquerda.
Durante o vídeo, Medeiros segura e corta uma melancia enquanto rebate o que chama de discursos falsamente conservadores. Ele diz: "Mato Grosso é o maior produtor de soja do mundo. Mas quando começa a eleição, o que mais brota por aqui é melancia".
Na política local, o termo "melancia" é uma expressão pejorativa que define aqueles que, "verdes por fora e vermelhos por dentro", aparentam ser de direita, mas na verdade têm ligações com a esquerda. Por isso, a escolha da imagem causou surpresa, já que Wellington Fagundes, também do PL e concorrente ao Governo de Mato Grosso, é frequentemente chamado assim por seus adversários.
Wellington acumulou uma longa carreira política, mantendo diálogo com governos federais de diferentes ideologias, incluindo as gestões de Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Essa trajetória é usada por opositores para questionar sua lealdade ao campo conservador que hoje tenta ocupar.
Sem mencionar Wellington diretamente, a metáfora usada por Medeiros gerou desconforto dentro da própria aliança, expondo uma disputa interna. Medeiros, que disputa uma vaga ao Senado, reforça na peça que esses políticos buscam eleger-se para "defender a esquerda, passar pano para Alexandre de Moraes, defender o aborto e defender a bandidagem".
A propaganda termina com uma frase irônica: "Melancia é bom pra se comer, mas na hora de votar, não dá certo".
Esse episódio ganha ainda mais relevância por envolver dois integrantes do mesmo partido, o PL, que buscam posições eleitorais importantes em Mato Grosso. Medeiros tenta se destacar para o eleitorado bolsonarista no Senado, enquanto Wellington busca o Palácio Paiaguás na corrida pelo Governo do Estado.
Com uma disputa cada vez mais acirrada por duas vagas no Senado, este confronto velado pelo uso da metáfora da melancia mostra o quanto o voto nas forças conservadoras está disputado e tenso na região.




