No último sábado (12), em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, Fernanda Klitzke, suplente de candidata ao Senado na chapa do PT, foi vítima de agressão por parte da Polícia Militar durante uma confraternização política. Fernanda, que também é advogada, foi alvejada com tiros de borracha, derrubada ao chão e chutada por policiais, conforme registro em vídeo feito por testemunhas no local.
O episódio começou quando um convidado da festa chegou ao evento com o som do carro em volume alto, tocando uma música relacionada ao presidente Lula, o que provocou incômodo em uma vizinha. A mulher teria discutido com o motorista do veículo e, posteriormente, denunciado perturbação do sossego e ameaça à Polícia Militar, alegando que o barulho causava desconforto a seu filho com transtorno do espectro autista.
Ao chegar ao local cerca de uma hora depois, a PM solicitou documentos e autorizou revista no carro suspeito. Tiago Luis de Azevedo, dono do veículo, questionou a legalidade da abordagem, perguntando se havia mandado ou denúncia para justificar a revista. De acordo com relatos oficiais, Tiago recebeu voz de prisão por suposta resistência e insultos aos policiais. No entanto, ele e outras testemunhas afirmam que foi detido apenas por questionar a legitimação da revista.
Durante a condução de Tiago, Vera Lúcia Freitas, esposa do candidato a deputado estadual Professor Chico (PT), tentou registrar o ocorrido com o celular e foi abordada pelos agentes. Segundo Vera, os policiais retiraram seu aparelho, aplicaram um golpe conhecido como "mata-leão" e a imobilizaram.
Foi neste momento que Fernanda Klitzke interveio, identificando-se como advogada para buscar informações sobre as prisões. A candidata acabou sendo agredida violentamente, recebendo tiros de borracha a curta distância, sendo derrubada e chutada pelos policiais. Conforme a Polícia Militar, Fernanda teria resistido às ordens e tentado intervir fisicamente na abordagem de Vera, motivo pelo qual foram utilizados meios de contenção.
Em nota, a corporação alegou que as ações foram para proteger a integridade física tanto da equipe policial quanto dos envolvidos, sendo aplicadas técnicas de menor potencial ofensivo conforme necessário. Fernanda foi algemada no chão e levada à delegacia junto com os demais detidos. O caso gerou questionamentos sobre o uso da força pela Polícia Militar durante operações de rotina em Santa Catarina.




