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Abílio Brunini rejeita aliança PL-MDB e impõe ultimato ao partido

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), declarou que não apoiará a união entre PL e MDB nas eleições de 2026. Ele exige que o partido o libere, tolere sua posição ou o expulse, reforçando seu distanciamento do MDB e do PT.

Redação Agora Pronto News(03/08/2026)
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Abílio Brunini rejeita aliança PL-MDB e impõe ultimato ao partido

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, reafirmou neste domingo (2) sua posição contrária à formação de aliança entre o Partido Liberal (PL) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para as eleições estaduais de 2026.

Em uma declaração firme, Abílio afirmou que não será incoerente com seus princípios e que não apoiará a aliança entre o PL e o MDB, partido que tem como pré-candidata ao Senado a deputada Janaína Riva. "Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera, ou me expulsa. Com PT e MDB eu não vou", afirmou o prefeito, demonstrando sua insatisfação com a junção dos dois partidos.

O anúncio da aliança foi feito pelo senador e pré-candidato ao governo Wellington Fagundes (PL), após reunião em Brasília com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Segundo Abílio, caso o PL oficialize essa união, ele espera uma posição clara da direção estadual, seja permitindo que ele siga seu caminho político, tolerando sua discordância, ou então expulsando-o da sigla.

Abílio explicou que sua resistência à aproximação com o MDB é resultado de divergências políticas acumuladas nos últimos anos, especialmente considerando que enfrentou líderes do MDB em eleições recentes. Ele citou o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), adversário direto na disputa pela prefeitura de Cuiabá em 2024, além de outros políticos do MDB que concorreram contra candidatos apoiados pelo PL.

"Brigamos na última eleição e continuamos oponentes. Agora querem colocar todo mundo no mesmo ônibus e fazer de conta que somos amiguinhos. Não dá não", afirmou o prefeito.

Além disso, Abílio apontou conflitos internos, mencionando a vice-prefeita Coronel Vânia, que deixou o partido Novo para ingressar no MDB em fevereiro deste ano, e com quem mantém discordâncias políticas. "Minha vice mudou de partido, critica o Bolsonaro e me critica, foi para o MDB", ressaltou.

Não é apenas Abílio quem demonstra insatisfação. O deputado federal José Medeiros (PL), também pré-candidato ao Senado na chapa de Wellington Fagundes, resiste à aliança com o MDB. Segundo informações do MidiaNews, Medeiros cogita não compartilhar palanque com Wellington caso a aliança seja oficializada e avalia apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como forma de protesto.

Essa movimentação revela uma divisão interna no PL de Mato Grosso, mostrando que a composição política para as eleições de 2026 ainda está longe de ser pacificada entre os correligionários.

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