A complexa trajetória de Rhavenna Barcelos de Almeida, suspeita de integrar o Comando Vermelho em Mato Grosso, foi tema de reportagem exibida no programa Fantástico, da TV Globo, na última domingo (13). A mulher, que atuava como missionária em um projeto religioso na Penitenciária Central do Estado, tinha um relacionamento amoroso com Jonas Souza Gonçalves Junior, conhecido como Batman, uma das principais lideranças da facção criminosa que está foragida desde o início de 2024.
Em 16 de julho, Rhavenna foi presa durante a Operação Fariseus, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A ação também envolveu os seus pais, o pastor Nivaldo Almeida e Orminda de Almeida, que foram investigados, porém não detidos.
As apurações apontam que Rhavenna mantinha comunicação constante com Jonas, compartilhando informações sobre sua localização e alertas sobre operações policiais no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Além disso, o casal trocava mensagens revelando o romance. A missionária fazia viagens frequentes ao Rio para encontrar Batman, participando de momentos de lazer custeados pela facção.
O Fantástico exibiu trechos das conversas entre os dois, evidenciando a proximidade da investigada com o criminoso.
Outra faceta da investigação revelou o estilo de vida ostentado por Rhavenna, com fotos e registros de carros de luxo, joias e festas. Um Porsche avaliado em cerca de R$ 600 mil, exibido por ela nas redes sociais, foi identificado como propriedade de Batman.
A Draco também ampliou o inquérito para outras mulheres que atuavam como missionárias em presídios, suspeitas de manter relacionamentos com traficantes e de terem mentido em depoimentos.
Além de Jonas, Rhavenna tinha ligação afetiva com Renildo Silva Rios, um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso, que está preso há mais de 20 anos por homicídio, tráfico e organização criminosa. Ele enviava presentes à investigada, entre eles joias e um veículo, confirmando o vínculo e o conhecimento dela sobre sua influência dentro da facção.
Por esses fatos, Rhavenna, juntamente com seus pais, foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro, sendo denunciados pelo Ministério Público pelos mesmos crimes. A Justiça de Mato Grosso proibiu o trio e outras quatro pessoas do inquérito de realizarem atividades religiosas nas unidades prisionais.




