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Trio é condenado a mais de 57 anos por tentativa de homicídio em Nova Mutum

Três homens foram sentenciados pelo Tribunal do Júri de Nova Mutum a penas que somam 57 anos e dias-multa por tentarem matar um rival durante ataque armado na Praça Santa Terezinha. O crime, motivado por disputa entre facções criminosas, foi frustrado após a vítima ser atingida por tiros, mas sobreviver.

Redação Agora Pronto News(há 6 dias)
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Trio é condenado a mais de 57 anos por tentativa de homicídio em Nova Mutum

O Tribunal do Júri de Nova Mutum, cidade localizada a 264 km de Cuiabá, condenou três indivíduos a penas que totalizam mais de 57 anos de prisão, além de multas diárias, pelo crime de tentativa de homicídio qualificado e por participação em organização criminosa. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (18).

João Batista Belarmino de Souza Júnior recebeu a pena mais severa, de 22 anos e sete dias de reclusão, acrescida de 30 dias-multa. Kelvy Costner de Souza Mendes foi condenado a 20 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, além de 27 dias-multa, enquanto Hiego Batista de Oliveira Costa cumprirá 14 anos e 10 dias e pagará 20 dias-multa. Todos iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado.

Durante o julgamento, os jurados confirmaram a autoria e a materialidade dos crimes, incluindo as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, assim como o envolvimento dos réus em uma organização criminosa armada, que também contava com a participação de um adolescente na época dos fatos.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), os réus faziam parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e tentaram eliminar Elisvelton Kaua Marques da Silva em abril de 2023, devido à rivalidade entre facções criminosas.

O ataque aconteceu na Praça Santa Terezinha, em Nova Mutum. As investigações revelaram que dois dos envolvidos chegaram ao local em uma motocicleta e um deles disparou várias vezes contra a vítima, que foi atingida por pelo menos três tiros. O homicídio não se concretizou devido a fatores que escaparam ao controle dos autores.

O Ministério Público destacou que o motivo torpe está relacionado à disputa entre organizações criminosas, enquanto o elemento surpresa empregado pelo atirador configurou o recurso que dificultou a defesa do alvo.

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