O Tribunal do Júri de Nova Mutum, cidade localizada a 264 km de Cuiabá, condenou três indivíduos a penas que totalizam mais de 57 anos de prisão, além de multas diárias, pelo crime de tentativa de homicídio qualificado e por participação em organização criminosa. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (18).
João Batista Belarmino de Souza Júnior recebeu a pena mais severa, de 22 anos e sete dias de reclusão, acrescida de 30 dias-multa. Kelvy Costner de Souza Mendes foi condenado a 20 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, além de 27 dias-multa, enquanto Hiego Batista de Oliveira Costa cumprirá 14 anos e 10 dias e pagará 20 dias-multa. Todos iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado.
Durante o julgamento, os jurados confirmaram a autoria e a materialidade dos crimes, incluindo as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, assim como o envolvimento dos réus em uma organização criminosa armada, que também contava com a participação de um adolescente na época dos fatos.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), os réus faziam parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e tentaram eliminar Elisvelton Kaua Marques da Silva em abril de 2023, devido à rivalidade entre facções criminosas.
O ataque aconteceu na Praça Santa Terezinha, em Nova Mutum. As investigações revelaram que dois dos envolvidos chegaram ao local em uma motocicleta e um deles disparou várias vezes contra a vítima, que foi atingida por pelo menos três tiros. O homicídio não se concretizou devido a fatores que escaparam ao controle dos autores.
O Ministério Público destacou que o motivo torpe está relacionado à disputa entre organizações criminosas, enquanto o elemento surpresa empregado pelo atirador configurou o recurso que dificultou a defesa do alvo.




