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Policial penal e comparsas são condenados a mais de 70 anos por esquema de drogas em presídio

Flavio Zanatta, policial penal, e cinco detentos foram condenados por organização criminosa que introduzia drogas e celulares no CDP de Pontes e Lacerda. A justiça aplicou penas somadas que ultrapassam 70 anos, além da perda do cargo do policial.

Redação Agora Pronto News(30/07/2026)
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Policial penal e comparsas são condenados a mais de 70 anos por esquema de drogas em presídio

Um esquema de tráfico de drogas, celulares e materiais ilícitos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pontes e Lacerda, a 448 km de Cuiabá, levou à condenação do policial penal Flavio Zanatta e cinco detentos. A juíza Djéssica Giseli Küntzer, da 3ª Vara da Comarca local, sentenciou os envolvidos a penas que somam mais de 70 anos de prisão.

O grupo foi responsabilizado pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção passiva e coação no curso do processo, cada um conforme sua participação no esquema.

As investigações começaram em maio de 2024, após servidores do presídio encontrarem 422 gramas de maconha ocultas dentro de um colchão entregue a um interno. A droga foi detectada graças ao body scanner – um aparelho de raio-X recém-instalado na unidade.

O colchão, comprado por um familiar de um preso, foi enviado através de um motorista de aplicativo, método que fazia parte do esquema criminoso.

Durante o inquérito, ficou claro que o policial penal aproveitava a posição para liberar a entrada dos materiais ilícitos, recebendo valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por entrega. Além disso, vendia o acesso ao Wi-Fi da unidade para os detentos por R$ 1 mil.

Em razão da gravidade, além da condenação, o policial foi afastado do cargo público de forma definitiva.

A sentença também confirma que o grupo tentou intimidar uma testemunha, que era um detento colaborador das investigações, com ameaças de morte. O grupo ainda tentou persuadir a testemunha a alterar seu depoimento e acusar falsamente outros policiais penais.

As penas definidas foram: Flavio Zanatta, 23 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão, além de 1 ano e 6 meses de detenção; Rafael Maciel Ferreira Junior, considerado o mentor do esquema, 21 anos, 1 mês e 10 dias; Igor da Silva de Carvalho e Mateus Marangoni Silva receberam cada um 18 anos, 10 meses e 10 dias; Rian Rodrigues de Souza Silva, 13 anos, 5 meses e 20 dias; e Karen Carolina Marques da Silva, que comprou o colchão, 9 anos e 4 meses de prisão.

Todos deverão cumprir suas penas inicialmente em regime fechado. A juíza ressaltou a seriedade dos crimes e o impacto negativo causado à segurança do sistema prisional.

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