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Polícia tem provas de que empresários mandaram matar advogado

A Delegacia de Homicídios afirma ter 95% das investigações concluídas sobre o assassinato do advogado Renato Nery em Cuiabá. Segundo o delegado Bruno Abreu, o casal de empresários Julinere Bentos Goulart e César Jorge Sechi é responsável pelo crime, com comprovação de pagamento de R$ 200 mil. O homicida confesso alegou ter agido sozinho durante seu julgamento.

Redação Agora Pronto News(16/07/2026)
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Polícia tem provas de que empresários mandaram matar advogado

A Polícia Civil de Mato Grosso divulgou avanços significativos nas investigações do assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em julho de 2024 na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. O delegado Bruno Abreu, responsável pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), confirmou estar seguro da identidade dos mandantes do crime.

Durante participação em julgamento, o delegado declarou possuir certeza absoluta de que o casal Julinere Bentos Goulart e César Jorge Sechi ordenou a morte do advogado. A investigação, conforme informado, já atinge 95% de conclusão e reúne múltiplas evidências que embasam essa conclusão.

Um dos principais achados da investigação envolve a rastreabilidade financeira do crime. Os policiais civis conseguiram comprovar a movimentação de R$ 200 mil que, segundo as apurações, foi destinada ao pagamento dos envolvidos na execução. O delegado ressaltou a importância desse comprovante em investigações de homicídios por encomenda, onde é habitualmente desafiador demonstrar essas transferências monetárias.

Segundo as conclusões da Polícia Civil, o casal utilizou o policial militar Jackson Barbosa Pereira como intermediário para acertar os detalhes e o valor do crime com o executor Heron Ferreira de Almeida. Desse total de R$ 200 mil negociados, foram efetivamente repassados R$ 150 mil, quantia que foi dividida entre Heron e Alex Roberto de Queiroz Silva, identificado como o responsável pelos disparos fatais.

Durante seu julgamento popular, Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como autor dos tiros, alegou ter agido de forma independente e desvinculou o casal empresário e os militares envolvidos de qualquer participação ou conhecimento prévio do crime.

O delegado destacou um aspecto particularmente relevante: o valor exato pago corresponde precisamente à quantia negociada inicialmente. "Não foram R$ 199 mil ou R$ 198 mil. Foram exatamente R$ 200 mil", enfatizou Bruno Abreu, sublinhando como essa coincidência representa um detalhe crucial nas provas coletadas.

As motivações por trás do crime remontam a uma disputa judicial de longa data. O casal de empresários mantinha contenda com Renato Nery pela posse de uma propriedade rural localizada em Novo São Joaquim, com valor estimado superior a R$ 30 milhões. O processo judicial versava sobre reintegração de posse do imóvel, que havia sido recebido pelo advogado como forma de pagamento honorário em operação anterior.

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