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Polícia prende organizadora de fraude contra clínica de harmonização

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em Várzea Grande uma mulher de 46 anos acusada de ser mentora de um esquema de estelionato contra empresa distribuidora de produtos de harmonização orofacial. A operação foi desencadeada após a prisão de um casal que recebia produtos adquiridos com identidades falsas, causando prejuízo de R$ 38 mil.

Redação Agora Pronto News(10/07/2026)
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Polícia prende organizadora de fraude contra clínica de harmonização

A Polícia Civil de Mato Grosso executou, na quarta-feira (8), a prisão preventiva de uma mulher de 46 anos em Várzea Grande. Ela é investigada por ser a mentora e intermediária de um grande esquema de fraude direcionado contra uma distribuidora de produtos de harmonização orofacial com operações no Paraná. A ação policial integra a Operação Simetria Fraudada, que também cumpriu mandados de quebra de sigilo de comunicações e extração de dados de aparelho celular.

O esquema criminoso veio à tona quando a Polícia Civil prendeu em flagrante um casal no dia 16 de junho, em sua residência no bairro Construmat. No momento da abordagem, os suspeitos recebiam produtos que haviam sido adquiridos através da fraude. Conforme as investigações da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, o casal realizou compras em duas ocasiões distintas utilizando identidades falsas e cartões de crédito de terceiros, provocando um prejuízo aproximado de R$ 38 mil à empresa distribuidora.

Além do estelionato, o casal foi denunciado também por tráfico de drogas e posse de munição de uso restrito, materiais que foram encontrados no mesmo endereço. O delegado responsável solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, medida que foi concedida pelo Poder Judiciário durante a audiência de custódia.

As investigações subsequentes levaram os policiais até a mentora do crime: a mãe da primeira suspeita presa. Ela havia orquestrado a logística de entrega dos materiais na casa da filha. O delegado requereu o mandado de prisão preventiva contra a mulher, que foi autorizado pela Justiça. A prisão ocorreu no local onde ela trabalhava, em Várzea Grande.

As análises do caso revelaram que o grupo demonstrava capacidade sofisticada de interceptar e redirecionar entregas despachadas pelos Correios, indicando uma estrutura logística bem articulada para executar os golpes. Após a prisão, o inquérito foi redistribuído conforme as atribuições investigativas. Os crimes de receptação e tráfico de drogas passaram para a Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), enquanto a Polícia Civil do Paraná ficou responsável pela investigação do estelionato, estado onde a empresa vítima está sediada.

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