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Polícia inicia operação contra grupo suspeito de golpes com falsa revisão de juros no Rio

A Polícia Civil da 52ª DP de Nova Iguaçu abre investigação para combater esquema que aplicava golpes usando dados biométricos. Vítimas eram enganadas com promessa de redução de juros e tinham empréstimos fraudulentos contratados em seus nomes.

Redação Agora Pronto News(15/09/2026)
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Polícia inicia operação contra grupo suspeito de golpes com falsa revisão de juros no Rio

A Polícia Civil da 52ª Delegacia de Polícia de Nova Iguaçu deflagrou, nesta terça-feira (15), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes financeiros por meio de uma falsa consultoria de revisão de juros.

Ao longo do dia, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em seis localidades espalhadas pelo Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo. A investigação teve início após uma vítima procurar a delegacia para denunciar o golpe.

Segundo o relato, a pessoa foi atraída pela promessa de redução dos juros de um empréstimo consignado. Durante o contato com a suposta empresa consultora, a vítima forneceu documentos pessoais e realizou uma biometria facial, acreditando ser procedimento para revisão financeira legítima.

No entanto, as investigações apontam que os dados coletados foram usados sem autorização para contratação de um financiamento de R$ 80 mil, destinado à compra de um carro de luxo que a vítima jamais adquiriu ou teve contato. Mesmo assim, as parcelas começaram a ser debitadas diretamente de sua conta bancária.

As apurações indicam que o grupo criminoso opera com uma estrutura bem organizada, onde várias funções são divididas entre os membros, incluindo a captação das vítimas, uso e circulação das informações pessoais, contratação fraudulenta dos financiamentos e movimentação dos recursos oriundos das fraudes.

Os policiais também encontraram um número de telefone usado para enviar documentos ligados ao golpe. Esta linha de contato estava associada a uma chave Pix cadastrada em nome de uma das investigadas, pessoa que possui antecedentes por crimes de estelionato.

Durante a operação, os agentes recolheram celulares, computadores, documentos, contratos, comprovantes bancários e registros de atendimento para reunir provas. Os equipamentos eletrônicos serão analisados para extrair informações que possam reforçar a investigação.

O objetivo das autoridades é identificar o papel de cada participante no esquema, localizar outras vítimas prejudicadas e verificar se a mesma estratégia criminosa foi usada em outros casos. A apuração segue para dimensionar a atuação do grupo e descobrir novos integrantes.

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