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PM e comparsa irão a júri popular por morte de personal trainer em VG

O policial militar Raylton Duarte Mourão e Vitor Hugo Oliveira da Silva foram pronunciados para julgamento pelo assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes em Várzea Grande. A decisão, confirmada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, manteve o júri popular apesar de questionamentos das defesas.

Redação Agora Pronto News(16/09/2026)
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PM e comparsa irão a júri popular por morte de personal trainer em VG

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) confirmou que o policial militar Raylton Duarte Mourão e seu comparsa, Vitor Hugo Oliveira da Silva, responderão em Tribunal do Júri pelo homicídio da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, de 33 anos, ocorrido em 11 de setembro de 2025, em Várzea Grande.

Na última sessão da Quarta Câmara Criminal, realizada em 8 de outubro, os desembargadores avaliaram os recursos apresentados pelas defesas dos réus. Elas contestavam a decisão que os pronunciou para o júri popular, alegando erros processuais como referência a um laudo balístico inexistente, direito ao silêncio, e questionamentos sobre a cadeia de custódia de imagens e provas digitais.

O relator do caso, desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, reconheceu que o único ponto procedente foi a exclusão do laudo de comparação balística. Isso porque a arma usada no homicídio não foi apreendida, fato corroborado pelo depoimento de Raylton, que afirmou ter descartado o armamento em um curso d’água.

Apesar disso, o colegiado decidiu que a ausência do laudo balístico não enfraquece a denúncia, pois outros elementos de prova indicam a autoria e a materialidade do crime. “A falta da apreensão da arma ou perícia balística não invalida a pronúncia quando há prova suficiente por outros meios”, afirmou o desembargador.

As investigações apontam que o crime pode estar ligado a uma colisão entre o veículo de Rozeli e um caminhão-pipa da empresa de propriedade de Raylton e sua esposa Aline, ocorrida em março de 2024 em Várzea Grande. A personal trainer moveu uma ação judicial cobrando indenização de até R$ 9,6 mil, e uma audiência de conciliação estava agendada para 16 de setembro, apenas cinco dias após o assassinato.

Rozeli foi executada a tiros no bairro Canelas enquanto caminhava para a academia onde trabalhava. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ela foi seguida por dois homens em uma motocicleta que dispararam cinco a seis tiros contra ela.

O caso segue para julgamento no Tribunal do Júri, onde Raylton e Vitor Hugo responderão pela morte da personal trainer em Várzea Grande. A comunidade local acompanha a expectativa pelo desfecho do processo.

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