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PF investiga políticos sem mandato desviando emendas parlamentares

A Polícia Federal descobriu que ex-deputados sem mandato estariam utilizando emendas parlamentares para direcionar recursos públicos conforme seus interesses políticos. Além de Valdemar Costa Neto, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha é investigado pela mesma prática, que pode configurar crime de peculato.

Redação Agora Pronto News(12/07/2026)
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PF investiga políticos sem mandato desviando emendas parlamentares

Investigações da Polícia Federal revelam um sistema estruturado de desvio de emendas parlamentares por políticos que não possuem mandato ativo. A prática teria se intensificado nos últimos oito anos no Congresso Nacional, comprometendo a integridade do orçamento público.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, não seria o único envolvido nesta irregularidade. Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais, também consta em planilhas investigadas como ordenador de verbas através de emendas parlamentares, apesar de não possuir mandato atual.

Segundo as apurações, Cunha teria utilizado mecanismos distintos para contornar a limitação legal. Quando os recursos se destinavam ao Rio de Janeiro, utilizava sua filha deputada como intermediária. Para Minas Gerais, onde agora busca se eleger e possui influência através de uma rede de rádios e apoio evangélico, fazia as indicações pelo seu partido.

No caso de Valdemar, a PF identificou aproximadamente R$ 119 milhões direcionados conforme suas determinações pessoais, distribuídos entre São Paulo e Bahia. A Polícia Federal documentou que ele teria contado com a colaboração de servidores da Casa, incluindo a ex-assessora da Presidência Mariângela Fialek, para executar essa operação.

A lei federal é clara: apenas deputados e senadores eleitos e em exercício de mandato possuem legitimidade legal para indicar emendas parlamentares. Este instrumento representa uma importante ferramenta de atendimento às demandas regionais e não pode ser apropriado por terceiros.

Os investigadores apontam que essa conduta configura crime de peculato, já que envolve o desvio de recursos públicos para atender interesses pessoais e políticos privados. Cunha, entretanto, discorda da qualificação jurídica proposta pela PF, considerando-a exagerada.

O caso evidencia a necessidade de maior transparência e controle sobre o orçamento secreto, mecanismo que já vem sendo questionado por diferentes setores da sociedade brasileira e especialistas em gestão pública.

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