A conclusão do inquérito sobre o morte de uma criança de 12 anos em Várzea Grande resultou no indiciamento do pai pelos órgãos policiais. Claudinei da Silva, com 42 anos, foi indiciado pelo crime de feminicídio, conforme divulgado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O tragédico acontecimento ocorreu no dia 7 de junho, quando a menina visitava a residência do genitor. Após o pai deixar a cena, a genitora encontrou a filha desacordada. Os exames periciais confirmaram que a causa da morte foi asfixia mecânica, conforme laudo produzido pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Durante a investigação, o delegado Nilson Farias revelou que Claudinei confessou ter estrangulado a filha. De acordo com seu relato, o pai comprimiu o pescoço da adolescente durante uma discussão desencadeada após descobrir conversas dela no Instagram. Essa ação provocou o rompimento de vasos sanguíneos nasais, causando hemorragia intensa.
A delegacia destacou que, mesmo testemunhando a gravidade da situação com sangramento profuso, Claudinei não acionou nenhum serviço de emergência e abandonou imediatamente o local. Isso evidencia, segundo a análise da autoridade policial, que o investigado agiu com consciência do risco de morte que sua ação representava.
O indiciamento abrange circunstâncias agravantes importantes. Além do contexto de violência doméstica e familiar, foram consideradas causas que aumentam a pena: o método de asfixia utilizado e o fato de a vítima ser menor de 14 anos. As investigações também revelaram que Claudinei possuía antecedentes de agressão contra a ex-companheira, mãe da falecida, havendo uma medida protetiva ativa em seu favor.
A mãe descobriu a filha com marcas de pancadas no corpo. A adolescente foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, mas infelizmente já chegou sem sinais vitais. Claudinei compareceu voluntariamente à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher na noite do crime e posteriormente foi transferido à DHPP, onde recebeu a constatação de prisão em flagrante.
A documentação completa do inquérito foi encaminhada ao Poder Judiciário, com cópia enviada ao Ministério Público, que agora conduzirá a ação penal contra o investigado.




