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Operação prende diretor de agência e vereadores em Barra do Garças

A Polícia Civil deflagrou a Operação Mesa Vazia em Barra do Garças, investigando desvio de cestas básicas e kits de higiene destinados a famílias vulneráveis. Sete pessoas foram alvo da operação, entre elas o diretor institucional da AGIRF e cinco vereadores. Aproximadamente 13 mil cestas foram desviadas entre 2021 e 2025, gerando prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos.

Redação Agora Pronto News(04/07/2026)
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Operação prende diretor de agência e vereadores em Barra do Garças

A Operação Mesa Vazia foi deflagrada na última sexta-feira (3) em Barra do Garças, focando em combater um esquema investigado de desvio de auxílios sociais. Os principais alvos incluem Benier Marcos Silva, diretor institucional da Agência de Regulação e Fiscalização (AGIRF), seu assessor Renato de Souza Soares e cinco vereadores da localidade: Valdeí Leite Guimarães, Adilson Tavares Lopes, Allankley Lopes de Souza, Armando José de Brito e Elton Melo.

A investigação apura um suposto esquema de apropriação irregular de cestas básicas e kits de higiene e limpeza pertencentes ao programa SER Família Solidário, mantido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania. Esses materiais seriam destinados ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças e região circunvizinha.

Para desmantelar a rede suspeita, a Polícia Civil executou 47 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo telefônico e de dados, além de afastamentos preventivos de funções públicas. Os dois servidores públicos foram afastados por 90 dias de suas atribuições profissionais. A AGIRF, criada em 2016, é responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município.

Conforme dados da Polícia Civil, aproximadamente 13 mil cestas básicas teriam sido desviadas entre 2021 e 2025. Com valor unitário estimado em R$ 150, o prejuízo total aos cofres públicos pode alcançar R$ 1,95 milhão. As investigações revelaram que o esquema funcionava através de dois mecanismos distintos: um seguia procedimentos regulares com formalização e prestação de contas, enquanto outro operava por meio de um sistema paralelo.

No sistema clandestino, as cargas eram transportadas para residências particulares, chácaras, sedes de associações comunitárias e outros imóveis. Em seguida, os produtos seriam redistribuídos informalmente entre os integrantes da rede, com suspeita de serem comercializados ilegalmente.

O trabalho investigativo começou após uma denúncia anônima chegada em fevereiro deste ano. Durante as apurações, agentes coletaram depoimentos de testemunhas, documentação oficial da Setasc, materiais audiovisuais, transferências via Pix e mensagens extraídas de aplicativos de comunicação instantânea.

Um motorista da Prefeitura de Barra do Garças forneceu depoimento crucial, afirmando ter realizado várias viagens entre Cuiabá e o município utilizando veículos públicos. De acordo com seu relato, o procedimento consistia em buscar inicialmente as cestas destinadas oficialmente à Secretaria Municipal de Assistência Social, seguido de viagens posteriores para recolher cargas adicionais.

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