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Operação da Polícia Civil apreende R$ 100 mil e veículos de luxo em MT e RJ

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou a Operação Dark Route, que resultou na apreensão de R$ 100 mil em dinheiro e o sequestro de cinco carros de luxo avaliados em R$ 1,5 milhão. A ação, que ocorreu em Várzea Grande e Rio de Janeiro, visa desarticular uma facção criminosa com forte atuação nos dois estados.

Redação Agora Pronto News(25/08/2026)
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Operação da Polícia Civil apreende R$ 100 mil e veículos de luxo em MT e RJ

Em uma ação conjunta realizada nesta terça-feira (25), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Dark Route, que culminou na apreensão de cerca de R$ 100 mil em dinheiro e no sequestro de cinco veículos de luxo no valor aproximado de R$ 1,5 milhão. A operação aconteceu em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e na cidade do Rio de Janeiro.

Entre os automóveis recolhidos estão modelos de alto padrão, como um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross. As investigações indicam que esses carros circulavam entre membros da facção criminosa, sendo alguns registrados em nomes de terceiros para dificultar o rastreamento, mas efetivamente usados por pessoas ligadas à liderança do grupo.

A Polícia Civil ressalta que esses veículos não são apenas símbolos de ostentação, mas também instrumentos usados para deslocamentos, logística e ocultação de patrimônio da quadrilha. O sequestro faz parte da estratégia da corporação para descapitalizar o grupo criminoso e enfraquecer sua estrutura financeira e operacional.

A operação também cumpriu nove mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, além do sequestro dos carros. As diligências foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, apoiadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

Durante a apuração, os policiais identificaram uma base da facção no Rio de Janeiro, no Complexo do Alemão, que servia de ponto de comando, proteção e planejamento. Este local abrigava foragidos da Justiça de Mato Grosso e membros armados encarregados do suporte e da segurança da liderança da organização criminosa.

A investigação revelou ainda que o grupo possui armamento pesado, com registros de integrantes utilizando fuzis de uso restrito e movimentando armas e munições, demonstrando elevada capacidade bélica.

Na fase inicial da operação, Guilherme Moura da Silva, conhecido como "Vasco" e apontado como operador financeiro da facção em Mato Grosso, foi preso no Rio de Janeiro após deixar o Complexo do Alemão para ir a uma academia. Outros dois suspeitos foram detidos em Várzea Grande.

Por outro lado, o principal investigado, Jonas Souza Gonçalves Júnior, apelidado de "Batman", continua foragido desde 2024. Ele está sendo procurado e é suspeito de manter suas atividades criminosas mediante a atuação de operadores financeiros, soldados armados e familiares que compõem a estrutura da quadrilha.

A ação integrada entre Mato Grosso e Rio de Janeiro reforça o compromisso das autoridades em combater a criminalidade organizada que atua em várias regiões do país.

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