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Laudo psiquiátrico confirma transtornos mentais de engenheiro que matou esposa

Uma junta de três médicos psiquiatras confirmou diagnóstico de esquizofrenia e bipolaridade do engenheiro agrônomo Daniel Frasson, responsável pela morte da esposa Gleici Keli Geraldo em Lucas do Rio Verde. O resultado da segunda avaliação, solicitada pelo Ministério Público de Mato Grosso, corrobora o primeiro laudo e torna o réu inimputável, permanecendo internado compulsoriamente por tempo indeterminado.

Redação Agora Pronto News(03/07/2026)
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Laudo psiquiátrico confirma transtornos mentais de engenheiro que matou esposa

O engenheiro agrônomo Daniel Frasson, que atacou fatalmente sua esposa Gleici Keli Geraldo com múltiplos golpes de faca em junho de 2025, recebeu confirmação diagnóstica de transtornos mentais graves. Uma banca formada por três peritos psiquiatras atestou que Frasson apresenta esquizofrenia e transtorno bipolar, laudo entregue em 22 de junho deste ano.

O crime ocorreu na residência do casal no município de Lucas do Rio Verde, distante 335 quilômetros de Cuiabá. Gleici foi encontrada morta na cama, após sofrer diversos ferimentos na cabeça, pescoço, tórax e abdômen causados por uma faca que o marido empunhava.

Essa avaliação psiquiátrica representa a segunda vez que Frasson passa por perícia de saúde mental. A primeira avaliação, realizada há pouco tempo, já havia constatado os mesmos transtornos e indicado que o acusado não possuía discernimento para compreender seus atos. O Ministério Público de Mato Grosso solicitou uma reavaliação para garantir maior segurança nas conclusões antes de determinar os próximos passos processuais.

Com o resultado confirmado do segundo laudo, Frasson é legalmente considerado inimputável, ou seja, não poderá ser condenado penalmente de forma tradicional. No entanto, continua internado compulsoriamente em clínica particular custeada pelo estado desde setembro do ano anterior, condição que se mantém por período indeterminado.

De acordo com informações disponibilizadas, o quadro clínico de Frasson inclui alucinações auditivas, tendências suicidas anteriores e ausência completa de capacidade para discernir ações corretas de incorretas. Tais características corroboram o diagnóstico de patologias graves que comprometem a saúde mental severa.

A filha do casal, que tinha apenas sete anos na época, também foi vítima do ataque. A criança recebeu quatro golpes nas costas e quatro no peito, ficando internada por vinte e dois dias. Escapou de ficar paraplégica por poucos milímetros, pois um dos ferimentos quase atingiu a medula espinhal. Hoje convive com síndrome de Brown-Séquard, condição que afeta a sensibilidade em um lado do corpo e a movimentação no outro, exigindo reabilitação contínua através de fisioterapia, tratamento psicológico e medicação controlada.

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