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Justiça mantém prisão de estudante acusada de maus-tratos animal

A Justiça de Mato Grosso confirmou a prisão de Larissa Karolina Silva Moreira, 29 anos, após ela romper a tornozeleira eletrônica imposta como medida cautelar. A estudante é investigada junto com seu companheiro por supostamente adotar gatos para matá-los em Cuiabá.

Redação Agora Pronto News(09/07/2026)
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Justiça mantém prisão de estudante acusada de maus-tratos animal

O Poder Judiciário de Mato Grosso confirmou nesta terça-feira (7) a permanência da estudante Larissa Karolina Silva Moreira, de 29 anos, sob prisão preventiva. A decisão foi proferida pelo juiz Cássio Leite de Barros Netto, titular do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, na capital mato-grossense.

A reapreensão da investigada ocorreu no dia anterior, após descumprir as obrigações judiciais estabelecidas. Entre as restrições descumpridas encontra-se o uso contínuo do dispositivo de monitoramento eletrônico. De acordo com os autos, a acusada rompeu a tornozeleira em duas ocasiões distintas, o que motivou a expedição de novo mandado de prisão.

Larissa enfrenta acusações de envolvimento em crimes de maus-tratos animal com resultado morte. Ela havia sido solta em 13 de junho de 2025, quando a magistrada Fernanda Mayumi Kobayashi concedeu liberdade provisória sob condições restritivas. A decisão de recolhê-la foi reforçada após audiência de custódia realizada pela justiça.

As investigações começaram no dia 8 de junho, iniciadas pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). Uma organização protetora de animais comunicou o desaparecimento de um felino após sua adoção pelo casal. Conforme relatado, o acordo estabelecia que os adotantes mantivessem contato regular com os antigos cuidadores, informando sobre a saúde dos bichos.

Quando os comunicados cessaram, a entidade protetora procurou as autoridades. Os policiais que visitaram a residência do casal, localizada no bairro Porto, encontraram evidências alarmantes: um dos animais havia sido morto e seu corpo descartado. A perícia identificou os corpos de três gatos falecidos no local.

Durante a revista à moradia, também foram descobertos um filhote canino, múltiplas embalagens de ração felina e um lençol com manchas sanguíneas. A investigação reuniu ainda capturas de tela e outros registros que sugerem que Larissa e seu companheiro, William Angonese, apresentavam-se falsamente como interessados em adotar animais para posteriormente submetê-los a violência.

O casal foi indiciado formalmente pelo crime de maus-tratos contra animais. As investigações continuam em andamento para esclarecer completamente os casos envolvendo os demais felinos que desapareceram.

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