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Justiça de MT proíbe professor da UFMT de se aproximar de aluna após assédio

Um professor da UFMT foi afastado e proibido de se aproximar de uma aluna após denúncias de assédio investigadas pela Delegacia da Mulher. A decisão do juiz visa proteger a integridade da jovem e assegura que o docente não mantenha contato por qualquer meio. O caso segue em segredo de justiça com acompanhamento do Ministério Público.

Redação Agora Pronto News(há 2 dias)
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Justiça de MT proíbe professor da UFMT de se aproximar de aluna após assédio

A Justiça de Mato Grosso aplicou medidas restritivas contra o professor Saulo Tarso Rodrigues, afastado da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), após denúncias formais de assédio feitas por uma aluna de 20 anos. Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, o docente teria praticado importunações e perseguição desde o início do semestre letivo, em fevereiro de 2026.

O juiz plantonista da Comarca de Cuiabá, Marcos Terencio Agostinho Pires, determinou que Saulo não se aproxime a menos de 500 metros da jovem, seus familiares e testemunhas. Além disso, ele está proibido de manter qualquer tipo de contato, seja por redes sociais, telefone ou pessoalmente, e de frequentar locais como a residência, a faculdade ou o trabalho da vítima.

De acordo com o inquérito, a aluna relata que o professor, que até então mantinha uma relação apenas acadêmica com ela, passou a agir de forma inadequada. Ele teria feito constantes convites para sair, oferecido caronas reiteradas vezes e dirigido a ela um tratamento diferenciado em sala. Em um episódio registrado, durante uma aula, o docente teria tocado a perna da estudante sem permissão, por cerca de cinco segundos, e logo depois enviado uma mensagem elogiando sua aparência.

Outro incidente descrito envolveu o professor colocando a mão na região lombar da aluna durante uma foto, gesto que quase alcançou as nádegas e foi presenciado por colegas, que expressaram desconforto e o alertaram sobre o comportamento.

Após bloquear o professor no WhatsApp, a aluna continuou sendo importunada por outros meios. O professor teria usado o telefone da mãe para enviar mensagens e também procurado a jovem por SMS e redes sociais. A esposa do docente chegou a contatar a estudante, aumentando o constrangimento da vítima.

Mesmo com pedidos para cessar a aproximação, Saulo continuou perguntando a outros alunos e líderes de turma sobre a rotina da vítima. As medidas protetivas concedidas levaram à transferência do caso ao Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá. A defesa do professor solicitou acesso ao processo para acompanhar as investigações, que seguem sob segredo de justiça, com participação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

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