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Homem é indiciado por matar PM em projeto de lutas

Jhonatan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi indiciado por homicídio qualificado pela morte do policial militar Renato Oliveira Aragão, ocorrida em agosto em um projeto social de lutas marciais no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. As investigações apontam motivação passional, relacionada a um caso extraconjugal entre a vítima e a companheira do suspeito. O crime foi cometido com seis disparos de revólver calibre 38, e o acusado permanece preso aguardando julgamento.

Redação Agora Pronto News(18/08/2026)
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Homem é indiciado por matar PM em projeto de lutas
Imagem ilustrativa gerada por IA

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá formalizou o indiciamento de Jhonatan Vieira dos Santos, 33 anos, acusado de matar o policial militar Renato Oliveira Aragão. O crime foi registrado como homicídio qualificado, considerando o emprego de meios cruéis e recursos que eliminaram a possibilidade de defesa da vítima.

O homicídio ocorreu na noite de 4 de agosto em um espaço destinado ao ensino de lutas marciais, localizado no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Renato atuava como instrutor de Jiu-Jitsu no local quando foi surpreendido pelo atirador, que disparou seis vezes usando um revólver calibre 38. O policial foi socorrido, mas não sobreviveu aos ferimentos.

As investigações conduzidas pela polícia indicam que Jhonatan agiu sozinho no crime. Embora tenha mantido silêncio durante seu interrogatório com o delegado Rogério Gomes, todas as evidências coletadas reforçam sua participação. A arma utilizada pertencia ao suspeito, que mantinha sua posse de forma irregular há vários anos.

Conforme apurado pelos investigadores, o crime possuía motivação passional. Depoimentos de testemunhas e pessoas próximas às duas vítimas revelaram que o PM mantinha um relacionamento amoroso com a companheira de Jhonatan há aproximadamente dois anos, com períodos de interrupção e retomada da relação.

No momento do crime, alunos presentes no projeto social conseguiram imobilizar o suspeito até a chegada dos agentes de segurança. Ele foi preso em flagrante e conduzido à delegacia, onde permaneceu calado durante o interrogatório. Atualmente segue detido preventivamente, aguardando o andamento do processo judicial.

A acusação de homicídio qualificado prevê sentença que varia de 12 a 30 anos de reclusão. A Polícia Civil ainda aguarda a conclusão de perícias balísticas envolvendo a arma do crime e outros laudos técnicos complementares. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e permanece à disposição do Ministério Público para análise e eventual oferecimento de denúncia.

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