Na manhã desta terça-feira (04), Junio Santos da Silva estará no Tribunal do Júri para responder pela morte de Gisa, mulher trans que foi assassinada em 2024. A sessão, marcada para começar às 9h, ocorrerá no Fórum de Cuiabá.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime possui qualificadoras por motivo torpe, emprego de asfixia, meio cruel e ainda discriminação de gênero, já que a vítima era uma mulher trans. O corpo de Gisa, de 55 anos, foi encontrado em um terreno baldio no bairro Consil, no dia 7 de abril de 2024.
Segundo o MPMT, na madrugada do mesmo dia, Gisa sofreu uma série de agressões violentas, incluindo golpes na cabeça e asfixia, que resultaram em sua morte. As investigações indicam que o acusado teria reagido de forma agressiva ao descobrir que ela era trans, aspecto que será avaliado pelo júri durante o julgamento.
A comprovação do crime baseou-se em laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e outras provas recolhidas durante a apuração. A Justiça reconheceu indícios suficientes para levar o caso a julgamento na fase denominada sentença de pronúncia.
Junio Santos da Silva foi localizado e preso em novembro de 2024, na cidade de Matozinhos (MG), onde está detido. Na fase de investigação, ele confessou o crime em depoimento policial, embora tenha se calado no interrogatório judicial.
O julgamento deste caso representa um momento crucial na luta contra crimes motivados pela transfobia e busca garantir justiça para a vítima e sua família.




