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Família é indiciada por fraudar concursos públicos em diversos municípios de MT

Cinco membros de uma mesma família foram indiciados por envolvimento em um esquema de fraude em concursos públicos no interior de Mato Grosso. A investigação da Polícia Civil de Ribeirão Cascalheira revelou que o grupo manipulava licitações para garantir a aprovação de candidatos selecionados.

Redação Agora Pronto News(04/08/2026)
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Família é indiciada por fraudar concursos públicos em diversos municípios de MT

Cinco integrantes de uma única família foram formalmente indiciados nesta segunda-feira (3) por participação em um esquema de fraude em concursos públicos realizados em diferentes municípios de Mato Grosso. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Ribeirão Cascalheira, localizada a 771 quilômetros de Cuiabá.

De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos são suspeitos dos crimes de frustração do caráter competitivo da licitação, fraude em licitação e contrato, falsidade ideológica, fraude em certames públicos e associação criminosa.

As apurações começaram em 2024, após apontamentos do Ministério Público acerca de possíveis favorecimentos durante o Concurso Público nº 01/2024, organizado pela Prefeitura de Ribeirão Cascalheira.

Durante a investigação, descobriu-se que o esquema não estava restrito a um único município, mas sim fazia parte de uma rede mais ampla, que utilizava empresas de fachada registadas em nome dos envolvidos, credenciais de terceiros, documentos compartilhados e pessoas jurídicas formalmente independentes, criando uma estrutura complexa para burlar a lisura dos concursos.

Um exemplo claro da fraude foi encontrado em um arquivo enviado antes do prazo limite para o setor de licitações da prefeitura, contendo uma proposta completa com nomes de empresas, CNPJs, horários e valores que depois foram confirmados na ata oficial do certame. Esse documento foi entregue quatro horas antes do encerramento do prazo para apresentação das propostas e cinco dias antes da abertura formal dos envelopes.

O padrão de concorrência simulada também foi evidenciado pela participação de três empresas diferentes no processo, feitas para dar aparência legítima à disputa, mas com um resultado acordado previamente.

Além disso, a empresa responsável pelo concurso não apresentou ao município os cadernos de provas, cartões-resposta e as bases de dados exigidas pelo edital, dificultando qualquer auditoria externa para verificar a validade das respostas e classificações divulgadas.

Outra evidência importante da fraude foi a apreensão de um dispositivo com uma lista contendo 20 nomes vinculados a cargos específicos, elaborada cerca de 33 dias antes da realização das provas em Ribeirão Cascalheira. Todos os candidatos listados foram aprovados ou classificados, sendo que seis deles alcançaram o primeiro lugar e 14 ficaram entre as três primeiras colocações.

Este caso reforça a necessidade de fiscalização rigorosa nos processos seletivos públicos para garantir a transparência e a justiça na contratação de servidores, protegendo o interesse da população de Mato Grosso.

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