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Ex-diretor do Instituto Mato-Grossense recebe R$ 774 mil em transferências, diz polícia

A Polícia Civil investiga pagamentos irregulares que somam cerca de R$ 774 mil para o ex-diretor do IMAFIR-MT, Afrânio Migliari. A Operação Mandato Espúrio cumpriu mandados de busca e apreensão envolvendo suspeitas de fraude financeira no instituto.

Redação Agora Pronto News(25/08/2026)
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Ex-diretor do Instituto Mato-Grossense recebe R$ 774 mil em transferências, diz polícia

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou na última terça-feira (25) a Operação Mandato Espúrio, que investiga movimentações financeiras suspeitas envolvendo o Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT). Entre as apurações, foi constatado que o ex-diretor executivo do instituto, Afrânio Migliari, recebeu aproximadamente R$ 774 mil em transferências para sua conta pessoal e para uma empresa de sua propriedade.

A ação policial cumpriu mandados de busca e apreensão nos locais relacionados a Afrânio e também ao suplente de deputado estadual e ex-presidente do IMAFIR-MT, Hugo Garcia (PSDB). Na residência de Hugo foram apreendidos objetos de luxo, incluindo joias, relógios e equipamentos eletrônicos como celulares e notebook.

A investigação ainda identificou uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia, cujo nome não foi divulgado pela polícia. Além de Afrânio e Hugo Garcia, a operação busca esclarecer crimes como furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, suspeitas atribuídas aos investigados.

As medidas cautelares determinadas junto aos mandados de busca incluem o bloqueio das contas bancárias relacionadas aos envolvidos, bem como a suspensão do acesso às contas do IMAFIR-MT. Segundo a Polícia Civil, os fatos apurados ocorreram em meio a disputas referentes à representação legal da entidade.

Afrânio Migliari é uma figura conhecida no meio político e ambiental do estado. Ele já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do ex-governador Blairo Maggi e foi alvo da Operação Jurupari em 2010, ação da Polícia Federal que investigou crimes contra o meio ambiente relacionados à extração ilegal de madeira em Mato Grosso.

A atual apuração revela um possível esquema de desvio de recursos públicos que envolve dirigentes do instituto responsável por importantes setores do agronegócio no Estado.

Os casos seguem em investigação e a Polícia Civil promete aprofundar as análises financeiras para garantir a responsabilização dos envolvidos.

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