O empresário Geraldo Henrique Costa Neto, investigado na Operação Arcanjo por suposta participação em um esquema de comércio ilegal de ouro e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 5,2 milhões em Mato Grosso e outros estados, teve sua prisão preventiva revogada pela Justiça Federal.
A decisão foi tomada na última semana pelo desembargador federal Leão Alves, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Geraldo havia sido preso em 28 de agosto, em Cuiabá, durante operação da Polícia Federal (PF).
Segundo as investigações, ele atuava como operador financeiro e responsável pela logística do grupo, que era liderado pelo empresário José Roberto Ribeiro. As autoridades identificaram que o esquema envolvia a compra, o transporte e a venda de ouro de origem ilícita, além da ocultação dos recursos obtidos ilícitamente.
A PF ainda revelou que o grupo negociava cerca de 17,3 quilos de ouro extraído ilegalmente em garimpos localizados em Poconé e Pontes e Lacerda. O minério era transportado por rodovias entre os estados e recebidos em São José do Rio Preto, interior de São Paulo.
No seu despacho, o desembargador explicou que a prisão preventiva é justificada quando há risco de interferência nas investigações ou possibilidade de novos crimes, mas entendeu que, no caso de Geraldo, medidas cautelares seriam suficientes para garantir a ordem pública e a continuidade das apurações.
Ele ressaltou que buscas e apreensões já foram realizadas nas propriedades associadas ao empresário, além da apreensão do telefone celular dele, o que reduz o risco de destruição de provas.
Além disso, o magistrado observou que as atividades ilegais atribuídas a Geraldo aparentam ter sido encerradas em outubro de 2023, enfraquecendo a necessidade de manter a prisão.
A soltura, contudo, está condicionada ao cumprimento de medidas cautelares estabelecidas pelo tribunal, entre elas o pagamento de fiança, que têm como objetivo preservar o andamento da investigação e garantir a segurança jurídica do processo.




