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Delegado da PF expõe ameaça de fazendeiro a desembargador em investigação

O delegado Marco Bontempo revelou que o desembargador Sebastião de Moraes Filho foi ameaçado pelo fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo, suspeito de ser o mandante do homicídio do advogado Roberto Zampieri. A revelação ocorreu durante o julgamento dos acusados pela execução em Cuiabá. Também foi citada uma anotação sobre pagamento relacionada a um dos envolvidos.

Redação Agora Pronto News(há 2 dias)
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Delegado da PF expõe ameaça de fazendeiro a desembargador em investigação

Durante o julgamento dos acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri, ocorrida em 2023 na capital mato-grossense, o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo trouxe à tona informações importantes sobre ameaças que podem estar relacionadas ao caso.

De acordo com Bontempo, mensagens encontradas no celular do advogado Zampieri indicam que o desembargador Sebastião de Moraes Filho teria recebido ameaças do fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo, apontado como possível mandante do homicídio. As conversas mostram que Sebastião relatou a Zampieri ter sido pressionado por Aníbal, que alegava possuir provas ou imagens comprometedoras contra o magistrado.

O delegado explicou que o desembargador mencionou temer a divulgação dessas supostas provas, o que levou Sebastião de Moraes a se declarar suspeito para atuar em um processo envolvendo Aníbal Manoel Laurindo, decisão que gerou críticas por parte de Zampieri, conforme destacada nas mensagens.

Além disso, Bontempo detalhou a relação entre o coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e o empresário Aníbal Manoel Laurindo, ressaltando encontros frequentes e contatos entre eles, inclusive em Cuiabá, com registros em redes sociais. Um ponto importante citado pelo delegado foi a anotação encontrada na agenda de Caçadini, datada de 21 de dezembro de 2023, que continha a frase "Cuiabá apanhar o dinheiro".

Essa anotação ocorreu cerca de duas semanas depois da morte de Zampieri e pode indicar o pagamento de R$ 200 mil relacionado à participação na execução, valor que teria sido recebido por Caçadini, conforme explicou Bontempo durante o depoimento.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal, que busca esclarecer envolvimentos, motivações e responsabilidades dos acusados na morte do advogado e nas possíveis ameaças sofridas pelo desembargador.

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