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Defesa do coronel Etevaldo afirma inocência e chama-o de preso político

No início do júri em Cuiabá, a defesa do coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas classifica-o como preso político e afirma acreditar na sua inocência no assassinato do advogado Roberto Zampieri. O coronel é acusado de financiar o crime, mas a defesa destaca a falta de provas para ligá-lo ao caso.

Redação Agora Pronto News(há 2 dias)
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Defesa do coronel Etevaldo afirma inocência e chama-o de preso político

Durante o julgamento iniciado nesta terça-feira (28) no Fórum de Cuiabá, a defesa do coronel reformado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas afirmou que ele é um preso político e confiou que provará sua inocência no assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023.

O coronel é um dos três réus apresentados ao júri popular e é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de financiar o homicídio de Zampieri, que foi morto a tiros em frente ao seu escritório, localizado no Bairro Bosque da Saúde.

A advogada Sarah Quinetti Pironi, que acompanha o caso desde o início, declarou antes do julgamento que a acusação não deve comprovar o envolvimento de Caçadini no crime. "São dois anos e oito meses aguardando por justiça. Meu cliente é um preso político, e acreditamos na sua inocência. Esperamos sair daqui vitoriosos", afirmou.

Além disso, Sarah negou qualquer vínculo do coronel com a vítima, esclarecendo que Caçadini nunca ouviu falar nem conhecia Zampieri, somente o amigo Aníbal Manoel Laurindo, que é apontado como mandante do assassinato.

Outro defensor do coronel, o advogado Jayme Rodrigues Carvalho, destacou a fragilidade das provas apresentadas até o momento pelo Ministério Público. "Hoje será feita justiça. Estamos confiantes de que as evidências não sustentam a acusação", comentou. Sobre a estratégia de defesa, ele preferiu manter sigilo, afirmando que o público precisará acompanhar o julgamento para entender.

Além de Caçadini, também compõem o júri Antonio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa. Eles respondem pelos crimes de homicídio qualificado por promessa de recompensa, uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima, emprego de arma de fogo de uso restrito e participação em concurso de pessoas.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Caçadini teria sido responsável pelo financiamento do crime. Hedilerson teria funcionado como intermediário entre os mandantes e o executor. Antonio Gomes também é acusado de envolvimento no homicídio.

O julgamento é conduzido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar de Cuiabá.

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