Autoridades de Marcelândia, município localizado a 646 quilômetros de Cuiabá, descobriram o corpo de um adolescente de 17 anos boiando no rio Manito na quarta-feira (1°). A vítima apresentava marcas visíveis de tortura e havia desaparecido desde o dia anterior.
A família do jovem acionou a polícia após seu desaparecimento na terça-feira (30). Segundo relatos, ele saiu de casa acompanhado por dois rapazes, de 18 e 20 anos, que chegaram em uma motocicleta preta sem placa. Logo depois, um automóvel Corsa Sedan teria levado o adolescente à força. Desde então, seu celular foi desligado e suas redes sociais desativadas.
Investigações da Polícia Militar revelaram que o adolescente enfrentava ameaças constantes de uma organização criminosa local. Ele havia acumulado dívida no ramo do tráfico de drogas, além de estar envolvido no roubo de uma motocicleta que culminou em acidente hospitalar. Criminosos tentaram localizá-lo durante sua internação.
Os depoimentos indicam que a vítima vendia drogas para um traficante monitorado por tornozeleira eletrônica. Ao não liquidar a dívida, foi denunciado ao gerente do tráfico no município, o que selou seu destino. A facção determinou sua execução como forma de punição.
Segundo as investigações, o jovem foi levado até uma mata próxima ao rio Manito, aproximadamente 20 quilômetros do centro urbano, na direção da comunidade Santa Rita. No local, foi imobilizado, torturado intensamente, executado e posteriormente lançado ao rio.
A Polícia Civil localizou evidências de sangue no endereço denunciado. Com colaboração do pai da vítima e de embarcações, equipes conseguiram recuperar o corpo. A perícia oficial confirmou os sinais acentuados de tortura no cadáver, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Sinop para identificação formal.
Os dois suspeitos foram capturados tentando fugir quando polícias se aproximaram. Eles estavam escondidos em uma kitnet e foram conduzidos à delegacia. A Polícia Civil continua as investigações sobre o caso.




